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Tradicional Feira do 15 de Agosto teve este ano mais gente

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Sábado foi o dia com mais gente, mas a sexta-feira e o domingo também foram satisfatórios

Muita gente no evento, mas há melhorias que são necessárias e expectativa com a mudança de localização

A Feira do 15 de Agosto, que teve este ano quatro dias, correu bem, com muita gente e negócio a acontecer. O evento começou na sexta-feira, dia 14, logo com uma moldura humana razoável e cerca de 70 feirantes. Roupa, calçado, acessórios, artigos têxteis e ferramentas, comida, plantas e árvores são apenas alguns dos produtos que aqui se vendem, todos os anos. A oferta é complementada com carrósseis, os tradicionais carrinhos de choque e, este ano, insufláveis e mesas de matraquilhos. Não faltam as guloseimas (como farturas, algodão-doce, pipocas, gelados, etc.) e as comidas. A receita é sempre “a mesma”.

O sábado foi o dia com mais gente e mais movimento e o domingo estava a correr bem, até à queda de uma trovoada, perto da hora de jantar, que acabou por afectar a afluência. A ideia do quarto dia, nomeadamente, a segunda-feira, colando o 15 de Agosto ao mercado semanal, funcionou apenas durante o horário da feira de segunda-feira e não até às 24h00.

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A vender neste mercado encontramos a banca da Tina Lingerie, que foi fundada há 28 anos por Tina Rodrigues e o marido, Diogo. Todos os anos fazem a Feira do 15 de Agosto e uma das quatro filhas do casal já tem o seu negócio de farturas e também marca presença. “Este ano tivemos quatro dias, foi super positivo”, refere, notando que no sábado entraram milhares de pessoas na feira. “Foi um ano bom, a Feira do 15 de Agosto tem mais de uma centena de anos, faz parte da memória do povo das Caldas, muita gente que vem hoje com os netos já veio com os seus pais”, realça, notando que houve muitas mudanças na sociedade, “mas há tradições que não se podem perder e o 15 de Agosto é uma dessas, que tem que ser preservado, cuidado e acarinhado pelos caldenses”. E se já houve uma melhoria ao nível da iluminação, o pavimento ainda não é o ideal. Quanto à mudança de local, mostra a expectativa de que as festas estejam mais unidas.

Quem também faz esta feira há quase 50 anos é António Catarino, que vende calçado. “Este ano acho que correu bem”, analisou, notando que o facto de ter mais um dia também foi importante. O feirante tinha algum receio com o domingo, devido à coincidência com o Mercado de Santana, mas fez os dois mercados e “correu bem lá e aqui também”. Comparando com os anos anteriores, considera que foi melhor, mas também por ter mais um dia. Ao nível das melhorias aponta às entradas, que “têm que ser agradáveis”, bem como ao pavimento. “As pessoas gostam do 15 de Agosto”, frisa, sugerindo também ele uma aproximação física entre as Tasquinhas e a feira.

Por oposição, Rui Ribeiro, do Bombarral, fez este ano a sua estreia a vender no 15 de Agosto, com uma roulote com comida. “Faço a feira semanal e o mercado abastecedor das Caldas há cinco anos”, conta. A primeira participação na feira anual “foi razoável, com muita gente, se calhar não estava bem preparado”. A ideia é voltar para o ano, mas para alguém que vende comida, o pó levantado pelo vento é o principal problema.

O presidente da Câmara, Vítor Marques, fez um balanço positivo da edição deste ano e esclareceu que a mudança para os Texugos deve ocorrer em 2028. Para o ano pretendem ter quatro ou cinco dias de feira e mais diversões. “Há grandes melhorias a fazer”, admitiu.

 

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