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Vendedores e utilizadores divididos quanto à colocação de cobertura na Praça da Fruta

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Uma cobertura total permanente é o cenário mais valorizado pelos vendedores e rejeitado pelos utilizadores

Se a maioria dos vendedores é a favor da colocação de uma cobertura na Praça da Fruta, metade dos utilizadores inquiridos mostrou-se contra esta solução

Mais de metade dos vendedores que responderam ao inquérito sobre a Praça da Fruta (57%) é muito favorável à colocação de uma cobertura total permanente, enquanto que 16% não concorda com esta solução. Já a instalação de uma cobertura parcial permanente divide as posições, com 38% a mostrar-se desfavorável ou muito desfavorável e 33% a ser favorável ou muito favorável.

Opinião idêntica manifestaram em relação à colocação de uma cobertura amovível ou retrátil, em que 38% dos vendedores inquiridos manifestaram-se contra esta solução, enquanto que 32% são favoráveis.

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Uma solução leve e transparente a cobrir a Praça da Fruta é bem vista por 59% dos vendedores que responderam ao inquérito enquanto que 18% manifestaram uma posição desfavorável ou muito desfavorável. Pelo contrário, a colocação de proteção apenas em alguns setores ou corredores apenas acolhe consenso em 26% dos vendedores, ao passo que 46% discordam desta solução.

Foi também questionado sobre o que pensam sobre manter-se a praça sem cobertura, mas com melhorias fortes e conforto e organização. Para a grande maioria (60%) esta não é uma opção viável, tendo apenas 19% respondido favoravelmente.

Se tivessem apenas uma opção de escolha, os vendedores optariam pela cobertura total permanente. No entanto, 37%, preferem soluções diferentes da cobertura total permanente, incluindo cobertura parcial, amovível/retrátil, solução leve e transparente, ou ausência de cobertura com outras melhorias.

Para os vendedores, a cobertura é essencial para a proteção da chuva (65%) e também para a proteção do vento (59%) e para a proteção do sol/calor, embora este último critério seja o que menos inquiridos consideram essencial, apenas 41%.

Também a preservação da imagem histórica e patrimonial da Praça da Fruta deve ser um critério essencial na decisão sobre a cobertura para 48% dos vendedores. Apenas para 13% tem pouca ou nenhuma importância. A par da imagem, também o custo da solução é um critério essencial na ótica de 59% dos vendedores, enquanto que para 40% a ventilação e luz natural é condição indispensável na decisão sobre a cobertura. Para 37% dos vendedores a decisão sobre a cobertura tem impacto na autenticidade da Praça.

O conforto para os vendedores e também para os clientes são requisitos fundamentais para mais de metade dos vendedores inquiridos.
Quando questionados sobre os principais receios que teriam com a colocação de uma cobertura, 30%, afirma não ter receio relevante e igual assinala a perda da identidade da Praça. A preocupação com a solução arquitetónica está em 50% das respostas.

O desconforto dos vendedores e a diminuição das vendas em dias de mau tempo são apontadas como as principais desvantagens de a praça continuar sem cobertura (54%), tendo 32% dos vendedores também mostrado preocupação com o conforto dos clientes. Os vendedores associam o mau tempo a uma menor permanência, menor procura e pior experiência para quem vende e para quem compra.

Manter a autenticidade da Praça
Somando as respostas favoráveis, 46% dos utilizadores defende que a Praça deve ser coberta, com ou sem reservas, ao passo que 50% rejeita a cobertura ou só a admite numa solução muito excecional. Entre os mais de 500 utilizadores que responderam ao inquérito realizado pela Gazeta das Caldas 77% é desfavorável à colocação de uma cobertura total permanente, enquanto que 21% mostrou-se favorável a esta solução. Já a colocação de uma cobertura parcial permanente agrada a 24% e é rejeitada por 60% dos inquiridos.

Perto de metade dos utilizadores (44%) mostra-se favorável a uma cobertura amovível ou retrátil, enquanto que 32% discorda dessa solução, tal como acontece quando questionados sobre uma solução leve e transparente. A maioria dos inquiridos (55%) é desfavorável à colocação de proteção apenas em alguns setores ou corredores.

A implementação de melhorias fortes de conforto e organização, mas sem cobertura, é uma opção que agrada a 36% dos inquiridos, ao passo que 30% mostrou-se desfavorável a esta opção.

Se tivessem que escolher apenas uma opção, a maioria dos utilizadores (29%) optaria por não cobrir a Praça, fazendo outras melhorias.

Logo a seguir surge a cobertura amovível/retrátil (28%) e, com apenas 13%, a cobertura total permanente, o que indica uma preferência por soluções que evitem uma transformação permanente da imagem da Praça.

Relativamente aos critérios que devem pesar mais na decisão sobre a cobertura, a proteção da chuva, proteção do vento e do calor são importantes para a maioria dos inquiridos, mas é a preservação da imagem histórica/patrimonial, que é considerada parâmetro crucial para 79% dos utilizadores.

Igual expressão tem a necessidade de ventilação e luz natural, ao passo que o custo da solução é um critério essencial para 43% dos inquiridos. A grande maioria (86%) considera que a autenticidade da Praça deve ser o critério que deve pesar mais na decisão sobre a cobertura e, para 75% também é muito importante o conforto dos utilizadores.

O principal receio da colocação de uma cobertura é a perda da identidade da Praça (58%), seguido de uma solução arquitetónica desadequada (40%) e de uma solução feia ou pesada (17%). Por outro lado, a Praça continuar sem cobertura apresenta como principal desvantagem, para a maioria dos utilizadores, o desconforto ou menos conforto dos vendedores. Foram ainda assinalados uma menor atratividade em dias de chuva/vento e o desconforto dos clientes (38%). Ou seja, mesmo entre os utilizadores mais prudentes quanto à cobertura, há o reconhecimento de que a ausência de proteção tem custos, sobretudo para os vendedores e em dias de chuva ou vento.

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