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Óbidos aposta em “maior conforto” para quem caminha

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Município quer substituir as lajes de pedra por outras de maior dimensão para permitir uma melhor mobilidade

Com cinco milhões previstos para projetos de Mobilidade Suave, o município aderiu agora à Rede de Cidades e Vilas que Caminham

O município de Óbidos quer substituir as lajes de pedra que se encontram no meio da via da Rua Direita, e colocá-las em mais artérias dentro da vila, por outras de maior dimensão permitindo assim uma melhor mobilidade. O objetivo é facilitar o percurso a pessoas com mobilidade reduzida, em cadeiras de rodas ou com carrinhos de bebé. Esta é uma das propostas do executivo, no âmbito da mobilidade suave, que junto das localidades poderá passar por um “misto” de lajes no centro e continuação do passeio com calçada, de modo a permitir um maior conforto no caminhar.

Outro dos projetos passa por “trabalhar a mobilidade suave” entre a Escola Secundária Josefa de Óbidos e o CENFIM (em S. Cristóvão), junto da Estrada Nacional 8, que foi desclassificada e entregue ao município. A “intervenção de fundo” prevista inclui a criação de ciclovia e percurso pedonal, mas também obras de melhoramento na própria via, assim como a colocação de árvores na berma para gerar sombra e responder aos desafios das alterações climáticas, explicou o presidente da Câmara, Filipe Daniel.

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Está ainda previsto, no âmbito do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), a ligação ciclável e pedonal entre todas as freguesias do concelho e também aos que são contíguos, como é o caso do Bombarral, Lourinhã, Peniche e Caldas da Rainha.

A autarquia tem atribuída no âmbito dos Investimentos Territoriais Integrados (ITI) da CIM, uma verba superior a dois milhões, dos quais 85% ligados à mobilidade suave, de um orçamento municipal total de cinco milhões de euros previsto para esta área. Os planos e os projetos ainda terão de ser feitos e, de acordo com o autarca, querem começar “o quanto antes, dentro das nossas prioridades e disponibilidade técnica possível”. Também a adesão à Rede de Cidades e Vilas que Caminham é um contributo nesse sentido, através da identificação e experiências de outros municípios, que permitirão otimizar as respostas, sobretudo ao nível técnico, reforçar a caminhabilidade, a segurança e o conforto do espaço público em Óbidos.

O protocolo entre o município e o Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade (que coordena a rede portuguesa), foi assinado a 21 de agosto, em Óbidos. Na cerimónia, o vereador Samuel Félix explicou que a adesão a esta rede insere-se numa “visão integrada sobre a forma como planeamos, gerimos e transformamos o nosso território”, considerando a mobilidade “a espinha dorsal de como as pessoas vivem, trabalham e usufruem do concelho”. O autarca defendeu que planear Óbidos para o futuro exige “desenhar ruas e praças que garantam a acessibilidade universal, eliminando barreiras e priorizando a segurança de quem circula a pé” e que o protocolo agora assinado (e vigente por cinco anos) traz-lhes “ferramentas rigorosas” para qualificarem o desenho urbano, permitindo-lhes repensar travessias e zonas de coexistência nas vilas e aldeias, ajudar na intermodalidade e dotar as equipas municipais de formação certificada, de acesso a uma biblioteca digital especializada e informação técnica avançada.

Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade ICVM, destacou a importância de caminhar e a necessidade de criar condições para que as pessoas o queiram fazer. Integrada num acordo internacional que reúne mais de 80 municípios em Espanha e cerca de 50 em Portugal, a rede pretende consolidar uma plataforma de partilha de boas práticas em mobilidade sustentável, suave e ativa.
No âmbito do protocolo, cuja adesão tem um custo anual de 1500 euros, é disponibilizada formação, estando já prevista a realização de um curso aberto sobre espaço público, uma ação sobre segurança rodoviária e a possibilidade dos membros da rede frequentarem formações na Universidade do Porto.

O presidente da Câmara de Óbidos partilhou o trabalho que tem sido feito para usufruto da natureza, dando conta dos 122 quilómetros de percursos cicláveis e pedonais existentes no concelho. “Precisamos de desacelerar a nossa vida, temos de andar a pé”, defendeu.

Na região Oeste também os municípios da Nazaré, Torres Vedras e Alenquer já fazem parte da Rede de Cidades e Vilas que Caminham.

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