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“Luz e Trevas” inspira Festival de Ópera de Óbidos

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Festival está de regresso a Óbidos durante duas semanas (Foto de Arquivo)

A Gala “Encontro de Titãs”, dedicada a Weber, Beethoven e Mozart, terá lugar na Praça da Criatividade e marca o arranque do Festival de Ópera de Óbidos, a 5 de setembro. A edição deste ano, tem por temática “Luz e Trevas”, inspirada pelos valores do Iluminismo e cruza grandes obras do repertório lírico com o património histórico da vila.
O Convento de S. Miguel recebe, a 11 de setembro, A Cinderela, ou o triunfo da bondade, uma ópera de Gioachino Rossini com libreto de Jacopo Ferretti. Nesta apresentação, o encenador Pedro Ribeiro “reimagina a história clássica, transportando-a para a contemporaneidade e criando um universo marcado por cenários surpreendentes”, explica a organização do festival em nota de imprensa.
Na Igreja da Misericórdia será apresentado, dois dias depois, Caim, ou o Primeiro Homicídio, oratória de Alessandro Scarlatti, com libreto de Pietro Ottoboni. Este “verdadeiro thriller barroco” leva ao palco a história bíblica do assassinato de Abel às mãos do seu irmão Caim, explorando temas como a violência, a inveja, a culpa e a condição humana. “Três séculos após a morte de Scarlatti, esta obra-prima do Barroco mantém intacta a força da sua narrativa e faz a estreia da oratória no Festival”, refere a organização.
No fim de semana de encerramento, o festival apresenta Orfeu e Eurídice, de Christoph Willibald Gluck, numa leitura do encenador Carlos Antunes. O trágico mito grego ganha dimensão através de uma encenação que cruza solistas, coro, orquestra e dança, com oito bailarinos em palco, numa coreografia de Teresa Simas. Os figurinos são assinados pelo estilista José António Tenente.
Entre os momentos mais célebres da obra está Che farò senza Euridice?, uma das árias mais conhecidas de todo o repertório operático.
A programação inclui ainda um recital dedicado à presença de William Shakespeare na música vocal europeia. No Museu Abílio de Mattos e Silva, jovens intérpretes apresentam De Purcell a Britten: mais de dois séculos de paixão shakespeariana, num percurso musical que atravessa mais de dois séculos e inclui obras de Haydn, Schubert, Wagner, Purcell e Britten, entre outros.

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