Quinta-feira, 27 _ Agosto _ 2026, 8:16
Início Opinião Que jornal queremos deixar às próximas gerações?

Que jornal queremos deixar às próximas gerações?

0
6

David Vieira
Técnico de Comunicação

Durante um ano, tive o privilégio de escrever nestas páginas sobre aquilo que considero ser uma das maiores forças da democracia: o jornalismo. E, em particular, o jornalismo regional, aquele que, edição após edição, dá corpo à nossa história coletiva, regista a vida de uma comunidade e a ajuda a compreender-se.

Nestes 14 artigos procurei refletir sobre o papel essencial que a imprensa local e regional desempenha na construção de uma cidadania ativa e esclarecida. Falei da importância da Gazeta das Caldas como voz regional ao serviço da democracia, da identidade que nos une, da necessidade de literacia mediática, da ética, da responsabilidade e da verdade. Falei de futuro, de sustentabilidade, de redes sociais e de confiança. E, sobretudo, procurei falar de pessoas, porque o jornalismo é feito de pessoas e para pessoas.

- publicidade -

A Gazeta das Caldas é mais do que um jornal. É uma ponte entre gerações, uma memória viva do território e um tem sido, na minha opinião, exercício permanente de Liberdade. É um espaço de debate, de confronto saudável de ideias, de pluralidade. É, por isso, um bem público.

A Liberdade, tal como o jornalismo, nunca está conquistada. Constrói-se todos os dias, na vontade de informar, de questionar e de dar voz.

A liberdade de imprensa é um dos alicerces de todas as outras liberdades e perde-se sempre que o medo, a indiferença ou o silêncio ocupam o lugar da palavra. Defender a Gazeta é, também, defender o direito a pensar, a discordar e a participar, que são os pilares de uma sociedade verdadeiramente livre.

Mas a sobrevivência de um jornal como este depende de todos nós. Da direção, que deve continuar a procurar equilíbrio e inovação. Dos jornalistas, que têm de resistir à pressa e manter o rigor. Dos leitores, que devem continuar a comprar, a assinar e a acreditar no valor da informação de proximidade. Dos políticos e decisores, que precisam de compreender que uma imprensa livre é condição da própria democracia. Dos anunciantes, que devem ver na Gazeta mais do que um meio de promoção, mas antes um investimento na liberdade económica e social da região.

Uma comunidade sem jornal é uma comunidade sem memória. E um país sem imprensa regional é um país sem espelho, sem contraditório e sem identidade.

Termino agradecendo à Gazeta das Caldas o convite e a oportunidade de poder partilhar estas reflexões. Espero que, de algum modo, tenham contribuído para reforçar a consciência coletiva sobre a importância da imprensa regional e do jornalismo como pilar de uma sociedade livre e informada.

Basta pensar: E se não houvesse Gazeta das Caldas?

- publicidade -
Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.