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Vendedores e utilizadores perspetivam a Praça da Fruta a 10 anos

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Vendedores e utilizadores responderam ao inquérito da Gazeta das Caldas dando a sua opinião sobre a Praça

Gazeta das Caldas termina, esta semana, a análise mais detalhada aos inquéritos com uma perspetiva do que será o futuro da Praça na ótica dos vendedores e utilizadores. Com cobertura, mais confortável e organizada, no mesmo local e preservada, são as respostas mais consensuais

Como imagina a Praça da Fruta daqui a 10 anos? A pergunta, colocada a vendedores e utilizadores, obteve respostas que se dividem entre a expectativa de melhoria, desejo de continuidade e algum pessimismo. Há quem queira uma praça coberta, mais organizada mas com a preservação dos elementos tradicionais, quem deseje que esta se mantenha igual ou parecida mas com uma melhoria das condições, e ainda quem a veja a definhar, cada vez mais vazia e sem futuro.

Entre os vendedores, a maioria (24%) gostaria de ver a Praça coberta, enquanto que outros (16%), mais pessimistas, imaginam que, dentro de uma década, não haverá praça ou que esta estará quase vazia. Há também alguns vendedores que acreditam que esta se manterá igual. Indicam ainda o acentuar da falta das características locais e produtos regionais, a perda de identidade e, alguns, acreditam que será “vedada, e em outro lado”.

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Os vendedores responderam ainda que gostariam de ver mais vida noturna na praça, mais publicidade e mais incentivos para os vendedores. Também a colocação de parquímetros e um estudo da Praça a nível turístico são sugestões deixadas por estes ao executivo camarário.

Já entre os utilizadores, a maioria (21%) quer que a Praça mantenha a sua tradição e identidade, ao passo que 18% indica que deve ser coberta, 11% quer vê-la requalificada e 14% imagina-a com melhor acessibilidade.

A alteração do formato das bancas, a sua modernização e barracas bem desenhadas e fáceis de montar são outros dos aspetos indicados. Há ainda quem imagine a Praça com proteção climática, com uma cobertura leve, transparente, amovível ou outra forma de proteção, desde que não destrua o carácter do espaço.

Os utilizadores da Praça que responderam ao inquérito realizado pela Gazeta das Caldas deixaram ainda 213 comentários finais, que reforçam a defesa da Praça como património das Caldas, mostram a sua preocupação com a descaracterização, a necessidade de melhorar estacionamento e acessibilidade e a defesa de produtores locais e regras de qualidade. Consideram também que devem ser apoiadas soluções que melhorem sem destruir, rejeitam soluções pesadas ou artificializadas e mostram a sua preocupação com o futuro da Praça enquanto mercado vivo.

Também surgem algumas opiniões mais críticas sobre origem dos vendedores, as regras de venda e o tipo de produtos.

As conclusões

O inquérito realizado aos vendedores permitiu concluir, entre traços gerais, que estes têm uma relação longa e regular com a Praça, pelo que as suas respostas devem ser valorizadas como conhecimento prático acumulado. Para eles, os principais problemas da Praça são de natureza funcional, nomeadamente a chuva, vento, estacionamento, cargas e descargas e conforto. A colocação de uma cobertura reúne um consenso expressivo, mas mostram preocupações com a necessidade de preservação da identidade, património, luz natural e integração arquitetónica. Os vendedores vêem a Praça como um mercado diário, um património identitário e um espaço com potencial turístico e rejeitam maioritariamente a mudança de localização.

Os problemas com o estacionamento, acessos, cargas e descargas, conforto dos clientes e dos vendedores são as suas principais preocupações, a par do risco de perda de vitalidade daquele mercado de ar livre se nada for feito.

Também os utilizadores que responderam ao inquérito possuem uma relação positiva e forte com a Praça da Fruta, que vêem como um símbolo identitário das Caldas e defendem que a função de mercado tradicional diário deve ser preservada. Avaliam positivamente a experiência de ir à Praça e destacam o ambiente humano e social, a par da oferta e qualidade dos produtos. Os principais problemas são o acesso, a falta de estacionamento, a chuva, o vento e a falta de conforto, o que constitui também motivo para não comprarem tanto quanto gostariam.

A cobertura divide os utilizadores. A cobertura total permanente é o cenário mais rejeitado e as soluções mais aceitáveis por eles são as de coberturas leves, transparentes, amovíveis/retráteis ou ainda melhorias sem cobertura permanente.
Para os utilizadores a autenticidade, a preservação patrimonial, a luz natural e a ventilação são pontos fundamentais para a Praça, que deve permanecer na sua localização atual.

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