
Centro cultural tem 1 milhão e duzentos mil euros para programar nos próximos quatro anos
O CCC viu aprovada a sua candidatura de apoio à programação para 2026 – 2029, pela DGArtes, classificada em 3º lugar nacional no patamar de 150 mil euros anuais e em 9º lugar na lista geral de 44 estruturas.
O financiamento resulta da aprovação da candidatura no âmbito da Rede de Teatros e Cine-teatros Portugueses (RTCP) e que foi anunciada a 26 de fevereiro. O CCC já tinha concorrido à primeira edição deste financiamento em 2022 mas não foi contemplado.
A candidatura agora aprovada conta com comparticipação de igual montante do município das Caldas, resultando num total de 300 mil euros anuais. No total, o CCC possui agora um milhão e 200 mil euros para programação para os próximos quatro anos.
Para Mário Branquinho o facto de poder agora contar com este apoio financeiro “reforça o que temos vindo a fazer e vai permitir-nos dar mais apoio à criação e aos artistas e que, de outra forma, não era possível”. Desta forma pode-se afirmar que “saímos todos a ganhar: os artistas, a comunidade e o próprio CCC”, acrescentou o diretor.
Um dos apoios vai ser atribuído às quatro bandas filarmónicas que existem no concelho das Caldas. Os projetos apoiados e de caráter diferenciador serão depois estreados no centro cultural ao longo do ano. Serão atribuídos cinco mil euros a cada banda filarmónica. A Banda Comércio e Indústria e as bandas de A dos Francos, Sta. Catarina e de Alvorninha serão beneficiadas nos próximos quatro anos.
“Queremos dar oportunidade aos grupos de garagens e músicos de atuar no Palco do Café-concerto”, disse o responsável. Há ainda um Laboratório de Criação Comunitária, pensado para juntar agentes culturais para projetos artístico. Um deles, Leonor 500 vai juntar Jogralesca, Grupo Coral das Caldas e o grupo de teatro coordenado por Inês Fouto e a Escola Vocacional de Dança. Um segundo projeto terá a coordenação de Mafalda Saloio e Coro Social do Bairro. “Para esse espetáculo será aberta uma call para imigrantes “, disse o diretor sobre este projeto, previsto para o final de 2026.
Voltará a realizar-se o Fórum Cultural Participativo e Comunitário para os agentes culturais locais que irá reunir numa segunda edição.
Estão previstos vários acolhimentos e duas co-produções com o Teatro da Rainha já durante o mês de março e que volta a repetir-se em novembro.
O grupo, que é semi-residente no CCC – instala-se no pequeno auditório para apresentar novas peças que são posteriormente apresentadas ao público em geral e em sessões destinadas às escolas. São para continuar as muitas parcerias com várias entidades locais desde o Conservatório, o Festival Impulso e com a Semana Internacional do Piano de Óbidos.
“Reforçaremos o CCC Fora de Portas com uma forte aposta na animação de verão com grupos na rua, teatro e cinema no Parque e apresentações em locais improvaváeis na cidade”, disse o diretor, acrescentando que será dada continuidade à descentralização de algumas iniciativas nos espaços das freguesias caldenses.
O CCC possui 22 funcionários e “devemos estar perto das 100 mil entradas em 2025 em espetáculos e em congressos”, referiu o diretor acrescentando que houve um pequeno aumento em relação a 2024. “O grande desafio do centro cultural não é crescer, mas sim de manter”, disse Mário Branquinho que considera que o CCC “está a cumprir o seu papel” e “tem-nos chegado o retorno positivo dos públicos”.
A DGArtes, noutros programas, também apoia outras estruturas oestinas como o coletivo Osso (que tem sede em S. Gregório), o Teatro da Rainha, que é a companhia teatral residente das Caldas e a Banda de Alcobaça (promotora dos festivais Cistermúsica e de Ópera de Óbidos). As três estruturas viram, no final de 2025, renovado o financiamento estatal às suas atividades até 2030.










