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Coletivo Grave inicia celebrações no Posto de Turismo

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A exposição composta por obras de 30 artistas vai estar patente até junho
Pedro Rolo e Vicente Faria estão a planear mais iniciativas de aniversário

Os artistas plásticos Vicente Faria e Pedro Rolo fazem parte do coletivo Grave que está a celebrar o seu 5º aniversário este ano. Para assinalar a data, vão realizar três grandes coletivas onde participam artistas que de alguma forma se encontram ligados às Caldas.
A primeira das três mostras abriu no sábado, 2 de maio, na Galeria do Posto de Turismo onde poderá ser apreciada até ao dia 6 de junho.
“Convidámos vários autores que trabalham e vivem nas Caldas e também mais alguns autores que vêm de fora”, disse Vicente Faria.
Presentes estão as mais variadas propostas de ilustração e de arte urbana de 30 autores, entre os quais vários que se formaram na ESAD.CR e que optaram por ficar nas Caldas. Presentes estão obras de Nuno Bettencourt, Mantraste , artistas que dão aulas na escola de artes e também apoiam as iniciativas deste coletivo. Também podem ser apreciadas obras de artistas e de tatuadores que têm realizado parcerias com o Grave ao longo dos últimos cinco anos.
Estão presentes trabalhos de autores do Barreiro, do Cartaxo, de Lisboa e do Porto, localidades onde o Grave também já ,arcou presença. Estão também presentes obras de autores que estão a realizar Erasmus e ainda de antigos estudantes.
A coletiva – que aposta forte na ilustração e na arte urbana – ainda inclui obras de cerâmica, de fotografia, vidro e de joalharia.
Os responsáveis, que também estão a participar na exposição, fizeram convites diretos aos autores, pedindo-lhes, por exemplo, para crescer em escala
No fundo “pretendemos ser uma plataforma para os artistas para quem não é fácil dar a conhecer o seu trabalho”. Para os dois autores, o coletivo Grave tem tido apoios mas a cidade das Caldas que ostenta o título de Cidade Criativa “poderia dar mais apoio aos artistas plásticos para quem é tão difícil conseguir ter espaços de trabalho e obter financiamento para os seus projetos artísticos”.
Segundo Pedro Rolo, a cidade das Caldas está muito ligada à cerâmica mas atualmente também acolhe artistas de todas as áreas e “sentimos que há falta de apoio”. Na opinião de ambos falta espaços de exposição e apoios também para espaços de trabalho que poderiam ser úteis até para um plano de reabilitação de espaços devolutos.
“É preciso mais espaços com maior rotatividade de atividades”. Os dois autores consideram que no último ano e meio há mais coletivos de artistas na cidade, muitos formados por quem terminou a sua formação na ESAD.CR, mas acham boa ideia a criação de espaços municipais para os autores.
“Queremos que o espírito do Caldas Late Night possa acontecer ao longo do ano e não ser apenas um evento de alguns dias”. Gostariam também que a arte pudesse ser o sustento profissional pois os dois artistas plásticos têm outros empregos para poder sustentar-se.
“Gostaríamos que a arte não fosse vista como um hobbie. Na atualidade não vemos essa valorização”, disseram os coordenadores que vão continuar a realizar o seu trabalho de dar mais visibilidade aos restantes autores. Além do apoio financeiro, pedem ajuda para questões logísticas. Pretendem também “que as pessoas apareçam e apoiem os artistas”.
A mostra, a primeira coletiva do aniversário, poderá ser apreciada até ao dia 6 de junho, na galeria do Posto de Turismo.

 

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