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Fá-lo transformou-se numa associação cultural

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Tânia Martins e Rafael Sabino são os responsáveis pela coordenação das atividades da associação cultural Fá-lo

O projeto cultural Fá-lo surgiu nas Caldas em 2020 a partir de um projeto de empreendedorismo. A sua sede situa-se na Rua da Feira nº19, muito próximo da Praça 5 de Outubro e, recentemente, o coletivo independente transformou-se em associação cultural.
A Fá-lo é coordenada por Rafael Sabino e por Tânia Martins, que são de Lisboa e do Porto, respetivamente. Estudaram Design de Produto nas Caldas, e por cá também fizeram os seus mestrados.
A Fá-lo que é agora uma Associação Cultural e Recreativa iniciou as suas atividades sobretudo “dando resposta e criando atividades que faziam falta nas Caldas”, disse Tânia Martins referindo-se por exemplo ao facto de continuarem a ser escassos os espaços para expôr, sobretudo para os novos autores.
A nova associação é também “um reconhecimento do nosso trabalho”.
Ao todo “já temos 27 sócios” e vários formulários que servem para apoiar as suas iniciativas como os podcasts ou os concertos.
A Fá-lo dispõe de dois ateliers que neste momento estão ocupados por projetos ligados à cerâmica.
Na área comum da Fá-lo realizam-se as mais diversas iniciativas desde exposições, eventos pop-up e há também várias iniciativas que estão relacionadas com a fotografia analógica.
A associação trabalha com vários grupos e coletivos como os Circanalogique, que são um laboratório e projeto cultural de fotografia analógica com atividade em Lisboa e nas Caldas.
Estão sediados no Armazém Zero e por isso é com ter “um parceiro no centro da cidade”, disse Tânia Martins sobre esta ligação entre a Fá-lo e a iniciativa que é desenvolvida por
José e de Tomás Fonseca. Nos rolos analógicos que são produzidos por eles, “a película é nova e há o reaproveitamento dos cartuchos”, contou Tânia Martins acrescentando que ainda fazem parcerias com autores que decoram os rolos. Há por exemplo uma edição de rolos da Fá-lo, que foi ilustrada por Tânia Martins
A associação possui dois ateliers disponíveis – neste momento estão ocupados por Catarina Lente que trabalha com cerâmica e também na área digital. Num segundo espaço está a Mútua – que se dedica à cerâmica artesanal. Trata-se de um projeto dos ceramistas lourinhanenses Maria Arsénio e Marcelo Matos.
A Fá-lo continua apostada em realizar podcast com vários autores que se destacam na cidade. “Já vamos no nº 14”, contou Tânia Martins acrescentando que também estão envolvidos na iniciativa Ressonâncias. Esta dedica-se à realização de concertos que são gravados e disponibilizados mais tarde nas redes sociais.
“A Fá-lo sempre teve como mote divulgar os trabalhos de quem está ou esteve ligado às Caldas”, disse a responsável que sublinha a inter-ajuda e cooperação que existe entre os vários coletivos da cidade e que permite a realização de muitas das propostas artísticas.
“A maioria das iniciativas é feita por amor à camisola”, contou a responsável.
Este ano, a associação desenvolveu várias iniciativas num prédio devoluto com autorização do proprietário. Antes de ser vendido, o lugar foi palco de iniciativas como sessões noturnas de cinema e até foi palco de propostas artísticas do Caldas Late Night.
A Fá-lo – que comunica as suas realizações sobretudo através dos meios digitais.
Às quintas-feiras à tarde, a associação abre as suas portas ao público e os seus responsáveis estão disponíveis para esclarecer dúvidas sobre as mais diversas questões relacionadas com a fotografia analógica. Outra das suas vertentes é o uso das suas montras para apresentar obras de arte. As peças ficam patentes 20 dias e todos os meses apresentam obras de um artista diferente. A Fá-lo colabora também com projetos multiculturais e irá continuar a apostar em parcerias com outros coletivos caldenses.
nnarciso@gazetadascaldas.pt

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