
Exposição sobre a Rainha terminou com com visita guiada pela historiadora Isabel Xavier e com propostas contemporâneas
A exposição”Perfeitíssima”, que esteve patente no Museu José Malhoa desde novembro de 2025, encerrou no fim de semana passado com várias iniciativas. A mostra incluiu obras históricas como o “Retrato da Rainha D. Leonor”, – a primeira pintura do inventário deste museu -e colocou-as em diálogo com outras, mais contemporâneas.
Presentes estiveram a interpretação da Rainha de Estela Baptista Costa e a instalação têxtil “Caminhos de Água” de Joana Subtil que se estendeu por várias área do museu. No domingo, 1 de março, houve uma visita comentada por Isabel Xavier, presidente do Património Histórico. A investigadora que há muito que estuda as várias representações de D. Leonor deu a conhecer onde estão as várias obras de arte pública que representam a fundadora das Caldas. Referiu as intervenções de Ferreira da Silva que são dedicadas a Leonor como o obelisco que está colocado próximo da Secundária Raul Proença até às várias referências régias contidas no Jardim D’Água. É também deste último artista plástico a intervenção que está na entrada dos Paços do Concelho.
Os painéis que embelezam o Salão Nobre da Câmara caldense, e que são da autoria de Armando Correia, também homenageiam D. Leonor. Entre outras obras, a convidada deteve-se nas medalhas dedicadas à rainha, criadas por artistas caldenses.
A historiadora ainda deu a conhecer com detalhe como José Malhoa a retratou como “uma bela e jovem mulher”. Isabel Xavier contou também que estiveram pensados vários espaços para a colocação da estátua de D. Leonor de Francisco Franco, que está no Largo Conde de Fontalva, como o então Borlão (hoje Praça 25 de Abril) ou o Largo da Copa (onde se situa o Hospital Termal).
A 28 de fevereiro, Carlos Tavares Pedro e Tânia Martins apresentaram o vídeo-projeção “Fora d’Águas”, que revisitou o legado da Rainha D. Leonor, a pedido do museu. “A obra traz uma visão contemporânea da rainha, sob o ponto de vista dos caldenses”, disse a diretora. Nicole Costa acrescentou que também participaram alunos e a professora Dulce Nunes da Raul Proença e que contribuíram para o projeto “Rainha Somos Todos Nós”.
A próxima mostra abre a 19 de março no Museu, e vai unir alunos, artistas e público. ■










