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Rainha assinala aniversário com mostra e Brecht

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O Teatro da Rainha abriu ao publico a 4 de Julho, a oitava exposição referente ao seu aniversário.
O grupo de teatro residente das Caldas está a celebrar o seu 40º aniversário desde março de 2025 com diversas iniciativas desde conferências, exposições e peças.
Agora o grupo já está a assinalar 40+1 anos e resolveu fazê-lo apresentando ao público uma mostra que é composta por vários telões e materiais cénicos, adereços e fotografias, de espetáculos que o Teatro da Rainha enquanto esteve no Sótão da Lavandaria do Hospital Termal das Caldas.
Ainda a ultimar os últimos detalhes da mostra, Gazeta das Caldas falou com José Carlos Faria, um dos responsáveis do teatro da Rainha. Segundo o ator e cenógrafo, o Sótão da Lavandaria do Hospital Termal “é um espaço muito interessante pois oferece várias possibilidades de teatralidade”, disse Zé Carlos Faria, recordando que esta mostra se dedica sobretudo às peças que foram estreadas naquela espaço que possui um pé direito bastante alto e uma forma em L que possibilitam vários tipos de apresentações. Foram então estreados naquele espaço nove espetáculos, entre 2005 e 2011, entre elas “A Dança da Morte (2005) de August Strindberg, Ella de Herbert Achternbusch, peça recriada em 2006, Estão presentes imagens e adereços referentes a A Estação Inexistente”, de Pirandello/D’Onghia (2007), de A Letra M (2009) de Johannes von Saaz ou ainda Dramoletes (2010) de Howard Barker.
A mostra vai estar patente até ao dia 21 julho, que será também o último dia do espetáculo que o grupo vai apresentar ao ar livre nas ruínas da Casa da Cultura, agora transformadas em palco teatral.
Vão estar nesta mostra telões do pintor João Vieira e do cenógrafo José Carlos Faria (que expõe também desenhos), fotografias de Margarida Araújo e Paulo Nuno Silva de espetáculos encenados por Fernando Mora Ramos e, no caso de “A Morte do Dia de Hoje” (2010), de Howard Barker, em parceria com João Cardoso.
A mostra tem entrada livre e pode ser vista entre as 10h00 e as 19h00.
A14 de julho, às 21h30, Teatro da Rainha vai estrear a peça “Luz nas Trevas” de Brecht nas ruínas da antiga Casa da Cultura.
A peça foi então escrita em 1919, pelo jovem Brecht, pouco tempos depois da Primeira Grande Guerra e “é uma parábola sobre o oportunismo do capitalismo”, disse o ator. A história tem como ponto de partida um divertido conflito de interesses entre dois negócios que parecem inconciliáveis. Paduk, determinado a subir na vida, instala na rua dos bordéis uma exposição para promover a educação sexual da população, transacionando palestras sobre os malefícios da prostituição e as doenças venéreas associadas à corrupção do corpo e da alma. “Isto aqui é filantropia, no sentido mais vasto”, afirma a personagem a um repórter que o entrevista na peça. Madame Hogge, proprietária de um prostíbulo, sente o seu negócio ameaçado, tomará medidas radicalmente persuasivas. Com tradução e encenação de Luís Varela, este é um espetáculo que tem uma forte componente musical e que aponta a mira ao falso moralismo de uma burguesia interessada apenas no lucro material. A peça será apresentada até 21 de julho.

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