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Semana Internacional do Piano de Óbidos conquista público do Oeste

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Momento da atuação de Boris Berman e de Wei-Yi Yang

Jovens pianistas estiveram em Óbidos a aprender com professores internacionais. SIPO teve 14 concertos e regressa no próximo ano

A Semana Internacional do Piano e Óbidos (SIPO) terminou na terça-feira, 4 de agosto, com um concerto, no Museu Leopoldo de Almeida, nas Caldas. Ao longo de nove dias anteriores, pianistas de várias nacionalidades estiveram em Óbidos, a aperfeiçoar os seus conhecimentos com professores pianistas que são também de várias nacionalidades.

A 1 de agosto, dois dos docentes, Boris Berman e Wei-Yi Yang encerraram a sua participação no Festival com um programa dedicado a Mozart e a Schubert. A Igreja da Misericórdia encheu-se de gente para assistir a esta atuação que contou com vários momentos interpretados a quatro mãos. Os dois pianistas foram aplaudidos de pé, por uma plateia que encheu por completo o templo.

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O evento que já vai na 31ª edição e que conta com a direção artística da pianista Manuela Gouveia teve participantes oriundos desde Portugal até à Nova Zelândia. “Tivemos participantes da China, Taiwan, Hong Kong, EUA, de Inglaterra e da Austrália”, disseram Manuel Gouveia e Dirk Fassbender, ambos da direção da SIPO.

Os responsáveis contaram ainda que, ao longo dos 31 anos do festival, já passaram por Óbidos estudantes de pelo menos 70 nacionalidades. “Há sempre alguns portugueses mas de facto a maioria são estrangeiros em início de carreira”, referiram os organizadores.

Os próprios professores são de nacionalidade portuguesa, americana, italiana, russa e, pela primeira vez, veio lecionar um professor de Taiwan de origem sino-japonesa.

“Procuramos que haja alguma regularidade na equipa dos docentes”, disseram os organizadores referindo que este “é um festival familiar onde toda a gente convive e onde se formam amizades importantes para quem está em início de carreira”.

Dos 22 alunos participantes, 16 apresentaram-se em concerto, além de ter sido entregue um prémio de dois mil euros do próprio festival que fará com que alguns participantes possam voltar para o ano para fazer recitais em terras lusas.

Este ano, a SIPO teve 14 concertos integrados, dois dos quais nas Caldas, no CCC. O concerto de abertura decorreu na cidade termal com a Orquestra da Gulbenkian e ainda houve uma segunda atuação, dedicada a s escritores e a compositores franceses com a mezzo soprano Ana Rita Coelho e o pianista João Paulo Santos. Do Festival ainda fizeram parte dois concertos em Lisboa.

Da SIPO também faz parte um programa de concertos comentados e, ao todo, “já realizámos 42 concertos que têm uma regularidade mensal e que acontecem em várias localidades da região Oeste”, disse o casal. Estas atuações contam com o apoio de várias autarquias oestinas e “têm registado um grande aumento de público com muitas atuações esgotadas”. A maioria destas atuações, que são comentadas pelos músicos decorreu nas Caldas e fazem parte de um programa que se destina a criar novos públicos.

A iniciativa ainda incluiu a SIPO Junior que se destina a alunos das escolas e universidades portuguesas ligadas à música e decorre com êxito na altura da Páscoa.

O festival de 2026 contou ainda com uma obra em estreia do compositor luso Sérgio Azevedo e segundo a pianista Manuela Gouveia, a SIPO tem o seu futuro assegurado “pois apostamos sempre na qualidade”.

O festival de piano tem contado com financiamento estatal, das autarquias e também de empresas privadas.

 

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