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Ginástica dos Bombeiros realizou sarau

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O sarau de gala teve como tema Utopia e, além da ginástica, envolve a liberdade criativa dos alunos

Cerca de 320 utentes mostraram trabalho realizado ao longo do último ano

O passado sábado foi de festa, cor e bancadas repletas no Pavilhão da Mata com o sarau anual do Clube de Ginástica dos Bombeiros. A festa reuniu atletas, famílias e a comunidade caldense num momento de celebração do trabalho desenvolvido ao longo de toda a época. Este ano, o programa dividiu-se em dois grandes momentos, pensados para abranger todas as faixas etárias.

A tarde arrancou com o tema “O Fundo do Mar”, uma apresentação dedicada às classes de formação mais jovens. Em pista estiveram as classes de bebés, três/ quatro anos e cinco/ seis anos. Os ginastas mais pequenos encantaram o público encarnando animais marinhos e marinheiros. Olga Francisco, responsável pelo clube, destaca a importância da classe dos bebés, uma valência única nas Caldas da Rainha.

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“Sem a base dos mais pequenos, seria difícil manter este volume de atletas”, confessa, lembrando que este trabalho permite dar continuidade à formação até à classe a partir dos 15 anos.

À noite, os holofotes viraram-se para “Utopia”, o Sarau de Gala que elevou a fasquia do espetáculo. Sem convidados externos e focada exclusivamente nos talentos da casa, a gala trouxe novidades na interação com a assistência. Com o objetivo de tornar as coreografias mais percetíveis, a organização introduziu frases e dizeres integrados nas projeções. “Sentíamos que, embora vivêssemos intensamente a construção dos esquemas, o público por vezes não compreendia totalmente o que fazíamos e estas frases foram introduzidas para facilitar essa compreensão”, explicou Olga Francisco.

Olga Francisco faz um balanço positivo da época. Com turmas cheias e poucas desistências, o clube conta com cerca de 320 utentes, entre ginástica e pilates, modalidade iniciada este ano.

Para a responsável, o sarau é o momento dourado dos atletas. “Costumo dizer-lhes que esta é a festa deles e o público é apenas o convidado. Devem estar tranquilos e ser felizes em pista”, sublinha, comparando o evento a uma festa de aniversário, onde os ginastas são as estrelas.

O crescimento do clube faz-se também de investimento. Graças ao apoio da direção e do comando, reforçado por iniciativas próprias como a venda de rifas, foi adquirida recentemente uma pista insuflável para a prática do tumbling. “Como trabalhamos a Ginástica Para Todos (GPT), abordamos várias valências: trampolins, solo e, agora, a pista insuflável permite também trabalhar o tumbling, e tudo isto ajuda muito no desenvolvimento motor das crianças”, nota Olga Francisco.

No final, o balanço é altamente positivo. “Há momentos que marcam toda a gente, criam-se memórias muito boas, especialmente quando os atletas sentem o clube como a sua própria casa. Isso reflete-se em prestações de grande qualidade”, conclui Olga Francisco.

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