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‘Do Vinho à Pera’ em festa na Mata do Bombarral

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O secretário de Estado Local e Ordenamento do Território, Silvério Rodrigues Regalado (ao centro), na inauguração do evento

O 41.º Festival do Vinho Português e a 31.ª Feira Nacional da Pera Rocha voltaram a juntar produtores e consumidores num certame mais aberto à família

O 41.º Festival do Vinho Português e a 31.ª Feira Nacional da Pera Rocha, que encerraram esta terça-feira na Mata Municipal do Bombarral, foi rebatizado este ano com o conceito ‘Do Vinho à Pera’, uma operação de marketing por integrar eventos paralelos em seis espaços temáticos ao longo de seis dias. Organizado pelo Município do Bombarral em parceria com a Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha, marcaram presença 31 produtores com cerca de 150 vinhos, que puderam ser provados gratuitamente, mediante a aquisição do copo tradicional do evento por três euros, tendo sido feita uma edição especial que esteve à venda a cinco euros. Houve ainda a presença de quatro grandes operadores de produção e comercialização de pera rocha.

O certame foi inaugurado pelo secretário de Estado Local e Ordenamento do Território, que manifestou o respeito pela história do concelho e admiração pela forma como continua a projetá-la no futuro. “Celebramos a capacidade de uma terra se reconhecer naquilo que se produz e de o apresentar ao país como um orgulho e ambição, pelo que a nova designação do ‘Vinho à Pera’ junta dois percursos sólidos”. Silvério Rodrigues Regalado assinalou que “esta mudança não apaga a história, dá-lhe uma nova força”. O autarca socialista anfitrião Ricardo Fernandes, tendo na assistência o presidente da Associação dos Produtores de Pera Rocha, Filipe Ribeiro, frisou que “não podemos ignorar os desafios que estes setores enfrentam, como as alterações climáticas, o fogo bacteriano na pera-rocha e na maçã”. Outra preocupação para o autarca, ainda em relação às duas fileiras fundamentais para a economia regional, passa pelo “aumento dos custos de produção e a falta de mão de obra que exigem respostas concretas e uma valorização efetiva de quem produz”.

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O Concurso de Vinhos Engarrafados continuou a ser um chamariz para os consumidores junto dos operadores vitivinícolas que marcaram presença no certame, tendo este ano concorrido 43 vinhos, mais dois que no ano passado (23 brancos, 19 tintos e um rosado). Ao longo de dois dias, uma câmara constituída por oito enólogos – quatro convidados e outros quatro indicados por organismos ligados ao setor – estiveram na Escola Secundária Fernão do Pó a provar os vinhos a concurso. Os prémios foram atribuídos durante um jantar de gala que decorreu nas antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho, para onde está projetada há vários anos a Quinta Ciência Viva da Pera Rocha. O enólogo bombarralense José António Fonseca, coordenador do concurso há décadas, destacou à Gazeta das Caldas que “os vinhos a concurso este ano são muito bons e alguns são mesmo espetaculares”. O responsável propôs à Câmara Municipal do Bombarral uma reformulação do regulamento, nomeadamente quanto à redução dos 25 euros que cada produtor paga por cada vinho a concurso, de forma a que possam concorrer ainda mais operadores. “Este ano nós tivemos no festival bastantes mais produtores, mas mais de uma dezena não participaram no concurso”, frisou.

Os néctares produzidos na Região de Lisboa voltaram a estar em destaque, tendo ganho quatro das cinco categorias: Vinhos Regionais Lisboa Leves – 1º Solar da Marquesa (branco) 2025 – Casa Agrícola Horácio Nicolau, Adão Lobo/Cadaval; 2º Sôttal 2025 – Companhia Agrícola do Sanguinhal, Lda; Bombarral; 3º Confraria (Moscatel) 2024, Adega Cooperativa do Cadaval, CRL. Vinhos Brancos Regionais – 1º Adega de Pegões – Reserva 2025 (Regional Península de Setúbal), Adega Cooperativa de Santo Isidoro de Pegões, CRL; 2º Carlota – Arinto Reserva 2023 (Regional de Lisboa), Quinta do Vale Bem Feito, Merceana/Alenquer; 3º Vinhas de Pegões – Reserva 2025 (Regional Península de Setúbal), Adega Cooperativa de Santo Isidoro de Pegões, CRL; 3º Carlota – Fernão Pires 2025 (Regional de Lisboa), Quinta do Vale Bem Feito, Merceana/Alenquer. Vinhos Regionais Tintos – 1º Vale Zias – Sirah 2023 (Regional Lisboa), Fazendas da Estremadura, Cercal/Cadaval; 2º Ajuda – 2024 (Regional Alentejano), Herdade da Ajuda Nova, Vendas Novas; 3º Pinheiro da Cruz – 2024 (Regional Península de Setúbal), Estabelecimento Prisional de Setúbal, Grândola. Vinhos Brancos de Denominação de Origem Controlada – 1º Sanguinhal Reserva 2025 Chardonnay/Arinto (DOC Óbidos), Companhia Agrícola do Sanguinhal, Lda, Bombarral; 2º Confraria Reserva 2023 (DOC Óbidos), Adega Cooperativa do Cadaval, CRL; 3º Quinta de S. Francisco Reserva 2025 Vital (DOC Óbidos), Companhia Agrícola do Sanguinhal, Lda, Bombarral. Vinhos Tintos de Denominação de Origem Controlada: 1º AV Reserva Especial 2017 (DOC Óbidos), Adega Cooperativa da Vermelha, CRR, Cadaval; 2º Quinta de S. Francisco 2022 (DOC Óbidos), Companhia Agrícola do Sanguinhal, Lda, Bombarral; 3º AV Grande Reserva 2021 (DOC Óbidos), Adega Cooperativa da Vermelha, CRL, Cadaval.

Os vinhos premiados em exposição no certame
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