
O mau tempo que se fez sentir causou danos em várias escolas. A ESAD.CR e escolas dos vários agrupamentos foram afetadas sobretudo em consequência de árvores caídas e das infiltrações
O campus da ESAD.CR sentiu os efeitos da tempestade Kristin, que causou danos “em edifícios, infraestruturas, no pinhal e mata envolvente”, disse a diretora Cláudia Pernencar.
Ao todo, caíram dez árvores de grande porte, tendo uma delas caído em cima do gradeamento da Biblioteca e causado danos no muro e no telhado daquele edificado. A queda de várias árvores ainda condicionou o principal acesso à escola que só reabriu a 16 de fevereiro e também condicionou áreas de passagem.
A intempérie fez com que a ESAD adiasse o início do segundo semestre para a próxima segunda-feira, 23 de fevereiro. A diretora reforçou que a ESAD.CR e o IPL querem “preparar tudo para receber a comunidade escolar com as melhores condições possíveis na segurança”. Registaram-se também infiltrações e estragos nas claraboias.
O passadiço da escola, que era novo, sofreu estragos provocados pela queda de uma árvore de grande porte. Outras tombaram e cortaram o acesso principal à escola.
Este início de semestre representa “um novo começo para a nossa escola”, referiu a dirigente que trabalhou em parceria com a Proteção Civil e com a autarquia.
Estragos em várias escolas
No Agrupamento Raul Proença as escolas já estão todas a funcionar. Houve falta de energia elétrica e de água nas escolas do Nadadouro e da Foz do Arelho. O caso mais grave registou-se na EB de Sto. Onofre com o rebentamento de uma válvula de segurança no depósito de gás, “situação que foi logo resolvida no próprio dia”, disse João Silva, o diretor deste agrupamento. Acrescentou ainda que na EB do Bairro da Ponte onde se registaram telhas que levantaram na zona do recreio. “Há situações de infiltrações de água pelo telhado na Raul Proença e no Pavilhão da EBI. Também caíram várias árvores e houve estores de salas de aula que “voaram”.
Já em relação ao Agrupamento Bordalo Pinheiro, o caso mais grave registou-se no Centro Escolar e de Sta. Catarina (1º ciclo) com o agravamento de infiltrações. Na escola dos Casais da Serra que tem um poço, este “passou a apresentar fissuras causadas por um abatimento de terras”, disse o diretor Jorge Pina acrescentando que houve uma análise diária sobre as consequências da intempérie nas várias escolas com as entidades locais.
A escola do Agrupamento D. João II com maior número de ocorrências foi a EB do Avenal, onde se registaram quedas de árvores, telhas projetadas, caleiras arrancadas e infiltrações significativas. “Uma das salas ficou inundada, obrigando ao corte da eletricidade por segurança e causando prejuízos em computadores, livros e material escolar”, detalhou o diretor do agrupamento, Jorge Graça. Também no Jardim de Infância (JI)associado foram identificadas infiltrações. Na EB Campo faltou eletricidade durante um dia, enquanto que a EB Chão da Parada ficou temporariamente sem água nem eletricidade. Já na EB da Encosta do Sol, várias árvores tombaram no recinto escolar e diversas placas de cobertura “ficaram soltas ou voaram”. O parque infantil sofreu danos significativos, com o toldo rasgado e equipamentos partidos. A EB de Tornada registou a queda de uma árvore de grande porte que danificou o telhado, destruiu canalizações e deixou a escola sem água. Os Bombeiros cortaram a árvore e os serviços municipais efetuaram trabalhos de reposição. Na EB Salir de Matos/ EB Coto houve infiltrações graves nas salas, inundações no ginásio e queda de uma árvore no pátio.
Já na EB N.ª Sr.ª do Pópulo, o ecrã do sistema central de alarme de incêndio ficou inoperante, “situação resolvida por ser considerada prioritária por motivos de segurança”, informou o responsável. A EB Reguengo da Parada apresentou árvores partidas e em risco de queda, vedação destruída e falhas de água e eletricidade. Na EB Lagoa Parceira caiu uma árvore de grande porte e ficaram cabos elétricos cortados, obrigando à suspensão do fornecimento elétrico. A EB Salir do Porto registou falta de eletricidade e fraca pressão de água. No JI Coto o toldo ficou em risco estrutural. O JI Casal Celão permaneceu sem eletricidade durante vários dias. Na EB D. João II houve queda de árvores, rapidamente sinalizadas e tratadas, não tendo sido impedido o acesso dos alunos às atividades letivas.
Desde o primeiro momento, equipas da Câmara Municipal, juntas de freguesia, bombeiros e serviços técnicos deslocaram-se às escolas para remover árvores, reparar infraestruturas, repor serviços essenciais e avaliar riscos estruturais. A direção sublinhou “a excelente colaboração institucional e a permanente disponibilidade demonstrada pelo município”. Apesar dos danos materiais significativos, a segurança da comunidade educativa “nunca foi colocada em causa e as atividades letivas foram sendo retomadas de forma faseada”. Em todas as escolas houve professores e alunos que ficaram com os acessos cortados, houve aulas suprimidas e visitas de estudo suspensas.












