Continuarei!…

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Queria começar por dizer que respeito muito a Liberdade de Expressão, as pessoas são livres de dizer e de pensar o que quiserem, no entanto não podemos confundir a liberdade de expressão com o dever de informação que deve ter um jornal local. Por isso e porque me parece haver falta de informação queria clarificar algumas situações, que considero pertinentes até para memória futura.

O que é um Grupo de Cidadãos Eleitores?
As candidaturas independentes, como habitualmente são chamadas, são na realidade candidaturas de cidadãos, a que a lei chama “Grupo de Cidadãos Eleitores”. Estes Grupos de Cidadãos são constituídos de novo em cada eleição autárquica.
Mais quero esclarecer que da candidatura do MVC – Movimento Independente em 2013 resultaram eleitos: dois elementos para a Assembleia Municipal, um presidente de junta e respectivos membros da assembleia da Foz do Arelho, um elemento na Assembleia de Freguesia da N.ª Sr.ª do Pópulo e outro na Assembleia de Freguesia de St. Onofre.
Eu pessoalmente não fui eleita para qualquer cargo municipal e a minha responsabilidade politica efectiva neste Grupo de Cidadão, que efectivamente criei em conjunto com outros cidadãos, terminou no dia das eleições autárquicas de 2013.
Como todos os candidatos eleitos, são responsáveis nominalmente, muitos zangam-se com os partidos que os elegeram, e continuam a ser eles os eleitos. Se isto pode acontecer com os partidos, mais pode acontecer aos grupos de cidadãos, até porque o sentimento de independência é bem mais forte.
Por isso, enquanto os deputados municipais, tiveram comigo uma relação de partilha e de troca de impressões, o que fizeram apenas por respeito e delicadeza, o mesmo não se pode dizer dos outros eleitos e não tinham que o fazer!
Para além de eu pessoalmente e o Grupo de Cidadãos ter defendido (logo a seguir às eleições de 2013), a aplicação de uma auditoria à Junta de Freguesia da Foz do Arelho. Lamentavelmente este não foi o entendimento dos elementos eleitos.
A minha posição, neste e em qualquer caso, é que se apure a verdade (por quem de direito) e que, doa a quem doer, os culpados sejam rapidamente julgados e penalizados de acordo com as suas responsabilidades, devidamente analisadas e graduadas, por terem sido praticadas por incompetência, incúria, ganância ou má fé.
Quanto à Associação MVC da qual sou Presidente desde a sua fundação em Novembro de 2009, tem mantido organizações do foro cívico da qual se destaca o encontro mensal “21 às 21”, encontro este que tem cumprido os objectivos expressos nos estatutos da Associação, nomeadamente “A Associação MVC tem como objectivo contribuir, através de todos os meios de intervenção cívica, para o aprofundamento da democracia participativa, visando a renovação da vida democrática por via do preenchimento e efectivação das metas morais e sociais da Constituição da República Portuguesa.”
Ninguém pode ser responsável pelos outros, cada um tem que assumir as suas escolhas e as consequências que delas decorrem.
Eu continuarei a debater-me por todos os meios ao meu alcance pela transparência e integridade da “coisa pública”, contra a corrupção, contra o compadrio e o abuso de poder, independentemente de quem seja e de que partido seja. O supremo Bem Comum, de que muitos parecem desconhecer o conceito, tem que ser defendido de forma inabalável.

Maria Teresa Serrenho