
Fátima Ferreira
Diretora
No domingo assinala-se mais um Dia da Mulher. Nesta edição partilhamos o testemunho de mulheres que são um exemplo na política, na agricultura, nas empresas e também nas artes.
Mas existem muitos mais.
Nas últimas décadas, as mulheres entraram em força no ensino superior, nas profissões qualificadas, na ciência, nas empresas, na administração pública, mas ainda assim, a distância entre o que as mulheres fazem e o que lhes é reconhecido continua grande. No trabalho, muitas enfrentam salários mais baixos, dificuldades em progredir na carreira, preconceitos subtis que as empurram para funções de “apoio” e não de chefia.
Mais mulheres ocupam cargos de responsabilidade em autarquias, mais vozes femininas se fazem ouvir no debate público sobre política, igualdade, violência de género, conciliação entre vida pessoal e profissional. E, se hoje falamos mais sobre estes temas, é porque muitas mulheres se organizaram, denunciaram injustiças, criaram redes de apoio, romperam o silêncio.
O Dia da Mulher é, por isso, uma data para celebrar, mas também para “incomodar”. Para lembrar que, apesar das conquistas, há caminhos por percorrer: na igualdade salarial, na partilha justa das tarefas domésticas, na representação em espaços de decisão, na eliminação de todas as formas de violência e discriminação.
Gazeta das Caldas, na sua missão de informar e de compromisso com a comunidade, continua a assumir o papel não apenas de noticiar, mas também de dar visibilidade e ligar histórias locais a debates globais. Ao mostrar o rosto e a voz das mulheres da nossa região pretendemos ajudar a combater estereótipos e a construir uma imagem mais justa do que é ser mulher hoje. Que este Dia da Mulher seja mais do que uma data no calendário, mas também um reconhecimento diário de que o futuro se escreve, cada vez mais, também no feminino.









