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5.ª Marcha LGBTQIA+ reúne cerca de cem pessoas contra a transfobia, racismo e fascismo

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A marcha percorreu várias ruas da cidade

Iniciativa teve início na Praça 25 de abril e percorreu o centro da cidade até ao Parque, onde houve intervenções

Rafael Franco

Cerca de cem pessoas reuniram-se, no sábado, na 5ª marcha e concentração pelos direitos LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e outras identidades), nas Caldas da Rainha, contra a transfobia, o racismo e o fascismo.

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A organização Caldas em Marcha, fundada por estudantes e ex-alunos da Escola Superior de Artes e Design (ESAD), juntou pela quinta vez os mais variados movimentos para integrarem uma marcha contra as desigualdades e contra os direitos LGBTQIA+, a guerra na Palestina e a crise na habitação.

“O Caldas em Marcha é um projeto horizontal, ou seja, não foram escolhidos por mim, Sara, as pessoas que estão cá, ou qualquer outra pessoa aqui presente, tanto cá como na parte da concentração e as performances. É tudo feito a partir de muitas, muitas mãos e colaboração entre as pessoas da cidade. Mas a maioria das pessoas que acompanham o projeto neste momento já estudaram ou ainda estão a estudar na ESAD”, disse Sara Silva, porta-voz do projecto.

A marcha, que começou na praça 25 de abril (em frente à igreja de Nossa Senhora da Conceição) por volta das 16h00, iniciou-se colorida ao som de tambores e cânticos com uma das marchantes a pedir aos restantes manifestantes que agarrassem em faixas, e em cartazes, e que formassem uma fila para avançarem com a marcha.

A 5ª marcha e concentração pelos direitos LGBTQIA+, que teve como parte integrante movimentos como o “Bloco Autónomo Contracolonial”, “Sintra Friendly” e um grupo ‘queer’ – termo inglês relativo a uma identidade de género ou a orientação sexual que não é considerada tradicional, normativa ou maioritária – de um núcleo da Universidade do Minho, avançou em direcção à estação de comboios com os marchantes a entoarem palavras de ordem como: “A nossa luta é todo o dia contra o fascismo, o racismo e a transfobia “; “Nem menos, nem mais. Direitos iguais”; “Israel é um estado assassino e viva a luta do povo palestino”; “Ó Montenegro presta atenção, a tua casa vai virar ocupação”; “Agora que estamos juntas, abaixo o patriarcado que vai cair e viva ao transformismo que já está aqui”.

Os manifestantes, que empunhavam cartazes e murais de pano, onde se liam frases como: “’Bloco Autónomo Contracolonial’, não basta ser queer é preciso uma luta interseccional”; “Vida digna ‘aes’ imigrantes e “Escutem nossos gritos, não falem por nós”, passaram por vários locais da cidade como a Rua das Montras, a Praça da Fruta, a Praça dos Bares, a Rotunda da Rainha entrando para o Parque D. Carlos I, em direcção ao Coreto, por volta das 17h00.

Em entrevista à Gazeta das Caldas, Sara Silva afirmou que a ideia da marcha seria “englobar mais as Caldas da Rainha enquanto sistema, […] para ver outras perspectivas e ver como nos podemos unir nesse sentido […] e tentar aliciar pessoas de todas as faixas etárias para poderem participar na construção da marcha”.

A marcha terminou no Coreto do Parque, que estava preenchido com lonas escritas: “Trans, não-binários, intersexos, nossos corpos, nossas escolhas; “Nem uma a menos, vivas nos queremos”; “Todos juntes, agora!”, local onde se contou com a leitura do manifesto “Fazer Lugar”, um momento de microfone aberto a participações rondando os temas do racismo, da xenofobia e a ausência de espaços para esta comunidade.

A iniciativa acabaria, pelas 20h00, com performances musicais.

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