Quarta-feira, 9 _ Setembro _ 2026, 10:12
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Arrancaram as obras na EN8 no concelho do Cadaval

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A estrada está cortada desde as tempestades de janeiro e fevereiro

Trabalhos incluem novo pavimento em toda a extensão da via direita e em troços da esquerda

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou as obras de estabilização da Estrada Nacional 8, no concelho do Cadaval, cortada ao trânsito entre as povoações de Casalinho, no concelho do Bombarral, e Outeiro da Cabeça, no concelho de Torres Vedras, devido ao mau tempo ocorrido no início do ano. A intervenção, cuja área mais crítica tem a extensão de 150 metros, tem um custo estimado de 1,6 milhões de euros e um prazo de execução de cerca de cinco meses. “A intervenção surge na sequência de diversos movimentos de instabilidade registados ao longo deste troço da EN8, que originaram escorregamentos e danos significativos na plataforma rodoviária, condicionando a circulação e comprometendo as condições de segurança da infraestrutura”, explica a IP. Até surgir a A8, esta via era a espinha dorsal da região Oeste entre norte e sul, ligando Caldas da Rainha e Torres Vedras. Esta via é assim uma alternativa fundamental à autoestrada e, por isso, surgiram reclamações dos produtores agrícolas, acompanhadas pelos Municípios do Bombarral e Cadaval, que pediram soluções de circulação provisórias durante a colheita da pera rocha e as vindimas, para facilitar o transporte de trabalhadores e sobretudo dos produtos dos campos até às centrais fruteiras ou adegas. Nesse sentido, a circulação vai manter-se condicionada na via e a IP garante “condições que permitam a circulação em segurança dos veículos associados ao transporte de produtos agrícolas da época, mitigando os impactos da intervenção na actividade económica local”.

Os estudos realizados identificaram três zonas de instabilidade distintas, duas associadas à existência de “camadas de materiais com reduzidas características geomecânicas sob o aterro rodoviário”, e a outra “relacionada com deficiências no encaminhamento das águas recolhidas por um atravessamento hidráulico existente”. A IP explica que a estabilização das áreas mais críticas vai ser realizada através da construção de muros de contenção, complementados por sistemas de drenagem destinados a assegurar a durabilidade e o adequado comportamento geotécnico da solução. Na restante extensão afetada do talude vai ser executado um sistema de drenagem para melhorar as condições de estabilidade da encosta. Estão também previstos trabalhos de sinalização horizontal e vertical, instalação de barreiras de segurança, equipamentos de guiamento e balizagem e outras medidas destinadas a reforçar as condições de segurança rodoviária. “Com o objetivo de minimizar o impacto ambiental e reduzir os efeitos da erosão em períodos de maior pluviosidade, as áreas intervencionadas serão alvo de revestimento com terra vegetal e hidrossementeira, promovendo a integração paisagística e a protecção dos taludes”, acrescenta a IP.

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