
Foram consumidos cerca de mil litros de cerveja por dia na terceira edição do evento
A terceira edição do Beer Fest decorreu no passado fim de semana, na Expoeste, nas Caldas, com 13 marcas de cerveja e dezenas de receitas diferentes para experimentar. Nesta edição participaram as caldenses Bordallo, Netus e Malaica, bem como a Brighops e Rima (de Rio Maior), a Andsome (Lourinhã), a Mean Sardine (Ericeira), a Hopsin (Colares), a Dois Corvos (Lisboa), a Xarlie (Leiria), a Sol da Sicó (Pombal) e ainda a sidra Degrau e a Poncha do Car***inho (ambas das Caldas). A estes juntou-se a Saint Bernardus, da Bélgica, que é uma das maiores marcas mundiais de cerveja artesanal.
Luís Ferreira, da AIRO, estimou que tenham passado pelo evento cerca de 6000 pessoas, notando que, apesar de associado a uma bebida alcóolica, o festival procura ser familiar, com animação infantil e a particularidade de ser pet friendly (segundo o mesmo, ao longo dos três dias terão passado cerca de 30 animais de estimação pelo recinto). Além da cerveja, havia 12 espaços de street food, 35 stands de artesanato e um programa de animação com 13 bandas que animaram as cerca de 30 horas de evento.
Luís Ferreira frisa a satisfação de visitantes e participantes. “Este foi o ano de consolidação”, afirmou, revelando que estão já a preparar a quarta edição, no último fim de semana de fevereiro do próximo ano.
Pedro Azevedo e Paulo Bastos, da Cerveja Bordallo (criada em 2015), caraterizaram esta terceira edição como “a melhor”, com um número de cervejas para provar muito superior. Segundo os mesmos terão sido consumidos cerca de 3000 litros de cerveja em três dias. A dupla frisa ainda o ambiente de camaradagem que se vive desde o primeiro ano no Caldas Beer Fest, em que não existe competição entre os participantes, que se ajudam e convivem, partilhando experiências e… cervejas!
Para o próximo ano uma das ideias é implementar dinâmicas interativas com o público, como jogos. Para novembro deste ano apontam à produção da Cerveja do Oeste, um projeto que já conta com quatro marcas e que deverá ser lançado em fevereiro do próximo ano. Outro projeto é uma cerveja colaborativa feita em conjunto por cervejeiros de 14 países.
Na sexta-feira foi apresentada a melhor lager caseira de 2025 do Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais, que foi ganho por Pedro Cunha, de Leiria. O concurso realizou-se na fábrica da Hopsin em Colares, que depois fez a execução da lager Kulminator. “É sempre interessante poderem fazer numa escala maior”, frisou Teófilo Oliveira, da Hopsin, esclarecendo que produziram 500 litros. A edição deste ano do festival “correu muito bem, com um layout diferente, mas muito bom, toda a organização está a evoluir e a fazer coisas diferentes”. Esta marca produz, por exemplo, a Bloody Goose Mary, de estilo alemão, com tomate, aipo e tabasco, mas também um smoothie, com cerveja, ananás e côco. “Caldas é uma referência para nós, é o primeiro festival do ano e nesta fase do ano é a referência”, faz notar, explicando que a maior parte destes festivais se concentra entre julho e setembro. “Este é o primeiro do ano, com cerveja muito fresca, acabada de fazer”, nota, salientando que são feitas com tempo, “são mais pensadas”.
Na zona do artesanato encontramos Sandra Silva, dos Vidais, que faz velas. Para o Beer Fest, traz, entre outras, delas em forma de… copo de imperial. Esta foi a primeira participação desta artesã, que se iniciou nesta atividade há um ano.












