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Caldas encomenda estudo para localização do novo hospital

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A ausência de resposta por parte do atual Governo em relação à localização e construção do novo Hospital e o facto de não se rever no estudo encomendado pela OesteCIM, levou a Câmara das Caldas a avançar com uma aquisição de serviços de assistência técnica para a elaboração de avaliação multicritério da localização do novo Centro Hospitalar do Oeste. O documento, que irá dar à autarquia uma “análise comparativa tecnicamente fundamentada”, será elaborado por uma equipa do CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, liderada pelo especialista em Ordenamento do Território Sérgio Barroso, que já coordenou um parecer técnico sobre os critérios a considerar para a localização do novo hospital para esta autarquia. O estudo, com um custo de 38 mil euros mais IVA, estará dividido em duas fases: enquadramento, pressupostos de avaliação e matriz multicritério; e avaliação multicritério, impactos e relatório final consolidado, e um prazo de realização de três meses.
“O objetivo será depois entregá-lo às entidades competentes, nomeadamente o governo para poder tomar uma decisão”, explica o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques. O autarca realça que cabe ao governo decidir, mas como até agora não houve nenhum desenvolvimento, foi “decisão da Câmara dar um contributo para depois entregar-lhe para que tome uma decisão”.
Vítor Marques acredita que as Caldas será o melhor local para receber o equipamento de saúde, mas deixa a ressalva que “não estamos a encomendar resultados, encomendamos estudos”.
Também Torres Vedras quer que este assunto seja definido e critica a “ausência de resposta política” pelo Governo. Na semana passada, a Assembleia Municipal aprovou uma moção a pedir a intervenção do Presidente da República no processo de definição urgente da localização e do perfil assistencial do novo hospital do Oeste pelo Governo.
Em 2023, o então ministro da Saúde, Manuel Pizarro anunciou que o novo hospital seria construído no Bombarral, tendo em conta o estudo elaborado a pedido da OesteCIM. Já durante a campanha eleitoral para as autárquicas, o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, afirmou nas Caldas que o Governo “suspendeu” o processo que estava em curso, referindo que “a decisão será a que resultar do processo de avaliação aprofundado, fundamentado com todas as consequências”. Posteriormente, o secretário de Estado da Saúde disse que todo o processo está em avaliação.

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Edição #5652

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