InícioSociedadeNovo estudo para Hospital do Oeste com conclusões em outubro

Novo estudo para Hospital do Oeste com conclusões em outubro

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O CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano vai elaborar uma “Avaliação Multicritério da Localização do Novo Centro Hospitalar do Oeste”. O estudo, com um custo de 38 mil euros + IVA e um prazo de realização de três meses, tem por propósito dar à Câmara das Caldas uma base técnica “sólida e transparente” para sustentar a sua posição institucional no processo de decisão junto do Ministério da Saúde. Na conferência de imprensa, que decorreu no passado dia 6, o presidente da Câmara, Vítor Marques, informou que o município já adjudicou a realização de um novo estudo “independente, rigoroso e imparcial, garantindo que a decisão sobre a localização do futuro hospital assenta em critérios objetivos, sustentados e tecnicamente fundamentados”.
O novo estudo vai comparar quatro centros urbanos como possíveis locais para a construção do novo equipamento, as Caldas da Rainha, Torres Vedras, Peniche e Bombarral e será estruturado em duas fases. Numa primeira, será feito o enquadramento e construção da matriz multicritério e a definição dos critérios, indicadores, ponderações e área de influência do hospital. A segunda fase incluirá o tratamento da informação, uma avaliação comparativa dos quatro centros urbanos, articulando “dimensões como “a acessibilidade das populações e dos profissionais, a coerência com os referenciais do ordenamento do território, a capacidade de suporte dos centros urbanos e os impactos territoriais, sociais e económicos associados à reorganização da oferta hospitalar”, explicou o autarca.
“Encomendámos um estudo, não encomendámos um resultado”, frisou Vítor Marques, que está convicto que este apontará as Caldas como a melhor opção para a construção de um novo hospital. O autarca reiterou que o novo equipamento deverá satisfazer as necessidades do Oeste, mas englobado na rede hospitalar nacional.
Na conferência de imprensa, o autarca referiu que na causa do atraso das decisões estará a falta de dinheiro, mas sobretudo, planeamento. “Nunca houve tanto dinheiro para a saúde como tem havido nos últimos anos”, disse, reconhecendo que algum é gasto “de uma forma errónea”, levando a que “não se tenham os resultados adequados” e num “custa na saúde das pessoas”. O autarca voltou a lembrar o investimento que a Câmara tem feito no hospital das Caldas, nomeadamente na Maternidade e Obstetrícia e no serviço de Gastrentologia, “mas que depois não foi acompanhado com o conjunto de outras obras necessárias para que eles se pudessem concretizar devidamente”. Deu ainda o exemplo dos custos que se tem com a farmácia e com os contentores que se encontram alugados há 20 anos.

União das várias forças políticas
O vereador e deputado na Assembleia da República pelo PSD, Hugo Oliveira, participou por videoconferência (por se encontrar no estrangeiro) para mostrar “a união” das várias forças políticas locais à volta desta matéria. Corroborou da ideia da necessidade de um “estudo próprio” que, pelos critérios que abarca, dará um resultado diferente do apresentado pelo estudo encomendado pela OesteCIM, que apontava o Bombarral como a melhor opção.
Também presente, o presidente da Assembleia Municipal, o social-democrata Fernando Costa, começou por assumir a “posição divergente” que tem, ao defender a existência de dois hospitais novos para o Oeste, mas que “não invalida este estudo”, congratulando-se com a sua realização.
A região, que atualmente tem cerca de “400 mil habitantes, daqui por 50 anos terá 800 mil”, e um novo “hospital para substituir três [Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche], está dimensionado para 280 mil habitantes”, disse, assumindo tratar-se de um “grave erro” a construção de um só hospital. “Deve haver um hospital nas Caldas, no Oeste norte, e outro em Torres Vedras, no Oeste sul”, defendeu, criticando também os critérios tidos em conta no estudo da OesteCIM, que retirou alguns concelhos oestinos da sua área de abrangência.
Nesta conferência marcaram presença também vereadores, deputados na Assembleia Municipal, presidentes de Junta, dirigentes associativos e representantes de partidos sem representatividade nos órgãos autárquicos.

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