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Número de desalojados sobe para 87 na região Oeste

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O número de desalojados na região Oeste subiu para 87 devido ao mau tempo, depois de muitos terem saído de casa primeiro por precaução e depois terem ficado com as suas habitações destruídas por deslizamentos de terras.

Desde 28 de janeiro, o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste contabiliza 87 desalojados (no domingo eram 39), dos quais oito já regressaram a casa em Alcobaça, segundo o balanço feito hoje pelo comandante Carlos Silva à agência Lusa após uma reunião dos meios regionais da Proteção Civil.

“Muitas pessoas que saíram por precaução das suas casas vieram a ficar desalojadas, porque as suas habitações ficaram completamente destruídas”, justificou.

Dos atuais 79 desalojados, 48 são de Arruda dos Vinhos, dos quais oito ficaram com “danos estruturais na habitação” e os restantes saíram por precaução devido a deslizamento de terras, tendo sido realojados em casas do município ou de familiares.

Registam-se ainda 10 desalojados no Sobral de Monte Agraço, sete na Lourinhã, seis em Alenquer, três em Torres Vedras, três na Nazaré e dois no Cadaval, devido ao facto de as suas habitações terem ficado parcial ou totalmente destruídas seja por inundações ou deslizamentos de terras, obrigando-as a ficar realojadas em casas de familiares ou dos municípios.

Já o número de deslocados baixou de 224 para 192, dos quais 77 já regressaram às suas casas em Alcobaça, Óbidos e Peniche, desde 28 de janeiro.

Dos atuais 115 deslocados, 65 são de Alenquer, 15 de Torres Vedras, 10 de Óbidos, cinco de Arruda dos Vinhos, cinco de Peniche, quatro da Lourinhã, três do Cadaval, três de Sobral de Monte Agraço, três da Nazaré, um do Bombarral e outro de Caldas da Rainha.

Nas últimas 24 horas, o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste registou 52 ocorrências relacionadas com o mau tempo, das quais 25 foram em Torres Vedras.

Das 52, houve 12 relacionadas com deslizamentos de terras sobretudo em Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, causando danos em habitações, 18 quedas de árvores, 18 inundações e quatro quedas de estruturas, encontrando-se em casas de familiares ou em alojamentos encontrados pelas autarquias.

Em relação à falta de água que afetava sobretudo os concelhos de Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, devido a danos numa conduta da EPAL, entretanto reparada, a água foi reposta em Arruda dos Vinhos e em metade do Sobral de Monte Agraço, estando noutra parte camiões-cisterna a abastecer os reservatórios para garantir que não há falta de água, adiantou.

Em Torres Vedras, já foi reposta em várias freguesias, mantendo-se cerca de 4.000 clientes das freguesias de Dois Portos, Carvoeira e Carmões e Maxial e Monte Redondo “com constrangimentos”, de acordo com um comunicado dos respetivos Serviços Municipalizados.

A falta de eletricidade na região não é tão significativa, afetando menos de 7% da população nos concelhos de Alcobaça (Pataias e Martingança) e Torres Vedras (Turcifal e Ramalhal), de acordo com o comandante regional.

A Comunidade Intermunicipal do Oeste já pediu ao Governo que a situação de calamidade seja alargada aos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

*com agência Lusa

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