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Reabertura da EN115 ocorrerá perto do final do ano

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A circulação está cortada desde finais de janeiro

Mau tempo provocou corte da estrada entre Painho e Gaeiras, mas IP garante que as obras começam no verão

A reabertura da EN115, entre Gaeiras e Painho, no concelho do Cadaval, só deverá ocorrer perto do fim do ano, garantiu a Infraestruturas de Portugal à Gazeta das Caldas. As obras deverão começar nos próximos meses.

Este troço rodoviário sofreu as consequências do comboio de tempestades do início do ano e, desde então, a circulação rodoviária cortada. Segundo a empresa pública, houve “um colapso parcial do aterro e da plataforma rodoviária, ao quilómetro 12,5, consequência da saturação dos solos devido à elevada acumulação de água”, pelo que “face ao risco para a circulação rodoviária, a Infraestruturas de Portugal procedeu de imediato ao corte do trânsito naquele troço, por forma a salvaguardar a segurança dos utilizadores da via”. Face ao sucedido, a IP iniciou os trabalhos de avaliação técnica e geotécnica, bem como a definição das soluções de engenharia necessárias para a estabilização e reparação da estrada. “O projeto de intervenção encontra-se já concluído”, garantiu uma fonte da empresa. Daí que se preveja que a empreitada possa iniciar “durante o terceiro trimestre deste ano, estando estimada a reposição integral das condições de circulação e segurança naquele troço da EN115 no decurso do quarto trimestre de 2026”.

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A interrupção ao trânsito desta estrada nacional tem vindo a causar muitos problemas aos automobilistas e, ainda, aos habitantes das aldeias próximas, que agora são confrontados diariamente com a circulação de mais trânsito e, sobretudo, de veículos pesados, que transitam em vias estreitas que não foram preparadas para tal. Uma situação que desagrada ao presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Ricardo Pinteus, que continua, meses depois, a aguardar por uma resposta da IP ao pedido de uma reunião para se estudarem alternativas.

“Tem sido uma falta de lealdade institucional muito grande, porque já podiam ter vindo ao terreno e estudar connosco alternativas”, criticou o autarca à Gazeta das Caldas.

Há muitos automobilistas que desrespeitam a sinalização colocada e já se registaram acidentes noutras pequenas estradas rurais, entre os quais um capotamento de um veículo, “porque as vias não estão preparadas” e há habitações com beirais e muros danificados pelo trânsito.

Outra preocupação é época de incêndios que se aproxima e a dificuldade de circulação, em caso de intervenção, que os bombeiros vão enfrentar no verão. “Ficarão limitadíssimos para operarem nesta zona florestal entre Caldas da Rainha e Alenquer em caso de incêndio”, adverte o edil cadavalense. Também as centrais fruteiras, perante as colheitas que se avizinham, alertaram já para o impacto na atividade se não puderem utilizar a EN115, tal como sublinha a moção aprovada em abril pela Assembleia Municipal do Cadaval.

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