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Projeto Caldas Rainha está “tatuado” nas paredes do Hospital Termal

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A apresentação do projeto Caldas Rainha no Hospital Termal

Projeto de valorização de identidade termal e das Caldas da Rainha, que inclui espaço expositivo, catálogo, filme e website especializado, foi apresentado na tarde de 15 de maio

Quem entra no Hospital Termal encontra agora, ao longo das suas paredes, a história da rainha D. Leonor e da criação das Caldas. Logo à entrada, do lado direito, a monarca recebe os visitantes e é contada, cronologicamente, a história das Caldas, desde a altura de uns “poços mal cheirosos”, em que pessoas e animais se banhavam por perceber que as águas curavam maleitas, especialmente da pele e das vias respiratórias, até à construção do hospital termal.

Numa perspetiva “profundamente religiosa aliou o bem-estar físico ao bem-estar espiritual, com a construção da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo que tem um eixo direto ao Hospital, e que é uma parte da exposição que ainda será instalada no fundo do edifício”, explicou Constança Andrade, coordenadora dos projetos da Baba Yaga, uma empresa que trabalha a identidade cultural. Este trabalho, que começou há um ano e irá terminar nos próximos meses, prevê ainda o desenvolvimento de um espaço multifuncional, junto à piscina dos homens, e cuja parte expositiva está relacionada com as características geológicas e a evolução médica e patológica, da utilização das águas para o tratamento das maletas ao longo da história da humanidade.

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Este projeto, multidisciplinar e “de grande fôlego”, como referiu a responsável, inclui ainda o resto da exposição que será trabalhada nas paredes que ligam o Hospital à Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e que será dedicada ao Auto de S. Martinho, de Gil Vicente, bem como um catálogo, um filme promocional e um website especializado.

Junto à entrada para a piscina da rainha é dado destaque à botica, enquanto farmácia inicial, e na sala Dr. Mário Gonçalves é onde se fala de Rodrigo Berquó, que foi o “último grande expoente histórico da refundação tecnológica dos tratamentos termais” e, aliado a Rafael Bordalo Pinheiro, a vivência das termas como espaço social. A sala será também aproveitada para exposições, reuniões e pequenas conferências.

De acordo com o arquiteto Nuno Gusmão, da empresa P06, houve uma “grande preocupação” em não interferir com o património e dar o máximo de informação possível. Os visitantes verão “as coisas “tatuadas” nas paredes, mas como se parecesse que ali estavam desde sempre, ou seja, que o próprio edifício contasse um bocadinho a história”, rematou.

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