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Concertos clássicos e com artistas do Oeste

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A multidão que esteve presente no concerto do 14 de maio

Os concertos deste Dia da Cidade foram para todos os gostos com a maior enchente, a 14 de maio, com os Némanus

Foi um “mar de gente” que assistiu ao concerto do 14 de maio na Praça 25 de Abril.

Ao todo, e segundo a organização, estiveram 18 mil pessoas reunidas para viver o concerto da véspera do Dia da Cidade.

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Os convidados foram os irmãos Némanus que são de Peniche e que há muito que desejavam atuar nas Caldas. “Somos penicheiros mas na verdade nascemos nas Caldas. Vimos a esta festa há vários anos e há pelo menos duas décadas que ansiamos um dia poder tocar cá! Agora concretizamos esse sonho”, disse os cantores, momentos antes de entrar em palco, onde presentearam os presentes com o primeiro concerto da nova digressão do grupo, que se designa “Sim é possível” e que além de ir percorrer Portugal de lés a lés terá também várias datas no estrangeiro em países como EUA e França.

A atuação dos Némanus juntou música, dança, ritmo e muitos efeitos visuais. Temas como Beijar na boca”, “Dançando kizomba”, “Paz Pás (Funaná)”, “Aiué do Roça roça”, “Funaná contigo”, “Némanus kuduro” foram acompanhados pelo público não só no refrão como também acompanhando os músicos com alguns gestos coreográficos.

A primeira parte desta atuação foi assegurada pelo cantor caldense Guilherme Sedas, acompanhado pela banda Arame Farpado. O também compositor, alcançou o 3º lugar no programa “Estrelas ao Sábado” da RTP e canta na Língua de Camões, compondo temas originais.

No final, o artista caldense disse à Gazeta das Caldas que esta foi uma experiência única e que ficou “muito feliz por poder tocar para a minha família e para a minha cidade! “

Para o músico, autor de canções originais como “Em Contramão”, este momento “foi um ponto de lançamento importante” dado que o caldense tem apostado mais na música, procurando apresentar os seus temas originais. Tem também marcado presença em programas de televisão e também de rádio. “Tocar para a minha gente foi mesmo uma experiência incrível!”, rematou o músico que atuou no sábado passado num programa de talentos da TVI. As atuações começaram na quarta-feira, dia 13 de maio, com a Orquestra Ligeira do Exército que deu um concerto no CCC.

Apesar do vento que se fazia sentir, a sessão de fogo de artifício acabou por decorrer no tempo previsto, depois da atuação dos Némanus para gáudio de gente de todas as idades.

Já no sábado, 15 de maio, foi a vez de atuar o cantor Paulo de Carvalho, acompanhado pela Banda Comércio e Indústria (BCI), agora dirigida pelo maestro Samuel Pascoal. À Gazeta, o histórico cantor contou que gosta de participar neste tipo de parcerias e vai mais longe: “faz parte da nossa obrigação participar nestas iniciativas, dando oportunidade aos mais novos de aprender com os mais velhos”. Na sua opinião, os cantores – que são profissionais e sérios – “têm noção de que estes concertos são importantes”.

Em dia de festa – já que o músico celebrou nas Caldas o seu 79º aniversário – Paulo de Carvalho contou que está também a assinalar 64 anos de carreira musical e, como tal, “já cá vim atuar várias vezes, sobretudo em espaços no Parque”. Já no palco, o cantor encantou o público que desta vez teve cadeiras na plateia, montada na Praça 25 de Abril.

O serão esteve fresco, como é típico desta região, mas ainda assim o público não arredou pé e cantou “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Os meninos do Huambo”, “Flor sem tempo”, “Fado Cacilheiro”, e “Depois do Adeus” canção que foi a primeira senha da Revolução de Abril em Portugal.

A BCI – que tem a mesma idade do músico, já que foi fundada em 1947 – acompanhou com primor o histórico cantor que ainda apresentou “O meu mundo inteiro”, tema escrito pelo filho, o cantor Agir, além de ter dado a conhecer algumas canções novas.

A BCI teve uma semana de ensaios com Paulo de Carvalho, que tem um papel fundamental no que diz respeito à música portuguesa. Os concertos que decorreram na Praça 25 de Abril, tiveram um custo de 33.200 euros (mais IVA) enquanto que o fogo de artifício custou 20.450 euros (mais IVA). A produção, os audiovisuais e o palco tiveram um custo de 21 mil euros (mais IVA).

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