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Jorge Varela lançou segundo livro de ficção nos Capristanos

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Zé Carlos Faria, Jorge Varela e Rui da Bernarda junto a uma versão contemporânea de D. Leonor

“Relíquia da Rainha” foi lançado num dos cafés mais emblemáticos da cidade

José Carlos, Jorge Varela e o anfitrião, Rui da Bernarda fizeram as honras da casa e apresentaram “Relíquia da Rainha” (Cordel d’Prata) junto ao painel da Rainha D. Leonor no Café Capristanos. O espaço encheu-se de familiares e amigos do autor para ouvir José Carlos Faria que começou pelo fim do livro para refletir sobre o que é verdade e que é ficção nesta obra, reflexão que Jorge Varela faz com os próprios leitores.

O ator ainda se referiu ao facto das personagens principais do primeiro livro Monstro da lagoa de Óbidos” regressarem para esta nova obra. São elea o advogado Carlos Ramos e o padre Amaro, amigos que foram colegas no seminário. “A dupla funciona como Sherlock Holmes e o seu amigo dr. Watson pois também têm uma investigação para resolver relacionada com uma relíquia que contém poderes sobrenaturais e que é cobiçada por um ditador estrangeiro”, disse Zé Carlos.

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A obra faz referência direta a Gil Vicente, dramaturgo que representou nas Caldas “O Auto de S. Martinho” em 1504 perante a Rainha D. Leonor.

Segundo o convidado, há fortes indícios do próprio mendigo referido na obra vicentina – “mísero e chagado” – ter sido inspirado num dos doentes que chegava ao então Hospital, fundado pela Rainha D. Leonor.

Segundo Zé Carlos Faria há correspondência entre não só as doenças de que se queixa o mendigo do Auto, assim como o mesmo faz referência a peças de vestuário que eram então usadas pelos doentes e referidas na documentação do Hospital.

Nesta obra, contou o ator, o suspense “é mantido até ao final”. E sem querer contar o desenlace, Zé Carlos Faria resumiu a obra onde há um processo de investigação – que alia o fantástico e o maravilhoso – onde não falta “uma sociedade secreita instalada numa ordem religiosa, espiões, uma quadrilha de marginais, uma relíquia misteriosa de poderes sobrenaturais e batalhas medievais”.
Já para Jorge Varela, os “Capristanos” são um espaço icónico da cidade onde chegam e partem mais pessoas”.

E congratulou-se com o bónus de poder fazer a apresentação junto ao painelcontemporâneo, dedicado à Rainha. O autor – , também docente universitário e autarca e jurista – deixou agradecimentos às muitas rainhas onde incluiu D. Leonor e a sua mulher. “Todas as senhoras das Caldas acabam por ser rainhas também”, referiu o autor, grato a quem quis vir participar nesta sessão de lançamento. Ainda fez questão de referenciar Zé Carlos Faria por ser uma autor multifacetado e por ter uma relação umbilical ao Teatro da Rainha, “o único grupo de teatro profissional, entre Caldas e Coimbra, o que deve ser um motivo de orgulho para as Caldas”.

Jorge Varela, que não se considera um escritor, confessou que se divertiu a escrever a “Relíquia da Rainha” e deseja que os leitores se divirtam tanto a lê-lo como aconteceu com ele durante o processo de escrita desta “Relíquia da Rainha”.

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