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MESTRA regressa ao Parque este mês

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A mostra de cerâmica Mestra foi apresentada no Largo dr. José Barbosa

Mostra mercado Mestra já vai na quarta edição e tem vindo a aumentar de forma sustentada a sua dimensão. Entre as novidades, haverá um prémio que distinguirá a melhor peça

Entre os dias 19 a 21 de junho, no Parque D. Carlos I, voltará a realizar-se, a mostra mercado MESTRA que vai contar com a participação de 110 ceramistas (individuais e grupos), de Norte a Sul do país.

Nesta quarta edição, orçada em 115 mil euros, vão estar autores, de 15 cidades: Caldas (47), Bombarral (4), Castelo Branco (4), Alcobaça (3), Óbidos (1), Covilhã (1), Batalha (1), Porto de Mós (1), Estremoz (1), Coimbra (1), Leiria (1), Aveiro (1), Lisboa (2), Portalegre (1), Barcelos (1), segundo deu a conhecer a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, a 28 de maio, no Largo dr. José Barbosa, numa sessão de apresentação do certame cerâmico.

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A autarca recordou que entre os participantes se encontram representantes da AptCVC – Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica (entidade presidida pelas Caldas) e de quatro cidades criativas: Óbidos, Castelo Branco, Covilhã e de Barcelos.

A plateia, montada ao ar livre, encheu-se de gente, sobretudo de ceramistas e houve também demonstração de trabalho cerâmico ao vivo por formadores do Cencal.

Conceição Henriques afirmou que o município pretende que a Mestra “possa ter um alcance nacional”. E explicou, ao detalhe, a programação e as ações complementares do certame que, tal como nas edições anteriores, contará com a presença de várias escolas da região que virão dar a conhecer os seus trabalhos em cerâmica.

Haverá também animação e performance cultural e um ciclo de palestras intitulado “As mãos pensam”.

Caldas em projetos nacionais e internacionais
“O município das Caldas tem vários projetos culturais relacionados com a cerâmica e com o facto de sermos cidade criativa, de âmbito nacional e internacional”, disse a autarca. O primeiro junta os seis municípios que são cidades criativas, é liderado pela Covilhã e envolve o Turismo do Centro de Portugal. Tem um financiamento de um milhão e 400 mil euros que serão investidos até 2027.
Noutro projeto, relacionado com a rede de Rotas de Cerâmica, Caldas integra uma candidatura onde se aliou à cidade italiana de Faenza e a iniciativa terá suporte de fundos europeus. Conceição Henriques espera que a MESTRA “possa surpreender e continuar a crescer”.

Mário Branquinho, diretor do CCC, considera que “um centro cultural deve estar atento à realidade e à identidade do seu território” e, como tal, fará parte deste grande evento dedicado à cerâmica através dos eventos culturais.
Logo no dia 19 de junho, o CCC recebe o espetáculo “Memória do Barro” da ACERT Tondela, uma peça inspirada na louça preta característica de Molelos, no concelho de Tondela. Esta cerâmica integra, desde março de 2025, o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.

O presidente da Câmara, Vítor Marques, sublinhou que as Caldas da Rainha tem mostrado que tem capacidade para conseguir realizar iniciativas de âmbito nacional e internacional. Em vários âmbitos “temos provado que conseguimos crescer” mas sublinhou que o trabalho tem sido alcançado e sustentado devido ao trabalho de equipa.

O edil caldense diz que nas Caldas há um cluster importante relacionado com a cerâmica, tendo referido o papel central que o Cencal possui participando na formação de ceramistas de todo o país.

Presente na sessão esteve Ana Elisa Santos, a nova diretora do Cencal. A dirigente recordou ainda que o centro de formação caldense foi fundado em 1981 e que, ao longo destes 45 anos , tem-se afirmado “como o único centro de formação dedicado à cerâmica em Portugal e também o único do género na Europa”. Em Portugal, “será difícil encontrar uma equipa ligada à cerâmica sem que haja alguém cuja formação passou pelo Cencal”, disse.

Ana Elisa Santos recordou que o Cencal está desde 2022 com o município na MESTRA pois “também acreditamos que as Caldas da Rainha se pode afirmar como um verdadeiro polo de referência da cerâmica contemporânea”. Tem sido através do Cencal que muitas pessoas contactam pela primeira vez com o barro e “vamos continuar a fazê-lo”, rematou.

Também presente esteve um representante do Trio MaraBilha, projeto nascido em Leiria — Cidade Criativa da Música, e que este ano está a trabalhar com alunos da Banda Comércio e Indústria para transformar a cerâmica das Caldas em música.

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