Campo da Mata, Caldas da Rainha
Árbitro: Rui Soares, AF Santarém
Assistentes: Rui Gorjão e Filipe Lascas
CALDAS 1
Luís Paulo [3]; Juvenal [3], Militão [4] (C), Rony [3] e Clemente [4]; Simões [3] e André Santos [4]; Januário [3] (Farinha [1] 83’), Marcelo [3] (Felipe Ryan [2] 66’) e Cruz [3] (Bé [2] 83’); João Tarzan [4]
Não utilizados: Natalino, Rui Almeida, Cascão, Vítor Tarzan
Treinador: José Vala
MONTIJO 0
Rui Dabó; Carlitos, Leonardo, Nuno Tavares e Pedro Almeida; Marcelo Castro (C) e André Gomes; Helmut (Valdu Té 83’), André Severino (Cami 55’) e Ramião (Jean Vítor 55’); João Monteiro
Não utilizados: Raposo, Emerson, Fred
Treinador: David Martins
Ao intervalo: 0-0
Marcador: André Santos (86’)
Disciplina: amarelo a Nuno Tavares (36’), Marcelo Castro (39’), Carlitos (85’) e Simões (90’+5)
O Caldas está, pela terceira época consecutiva, na terceira eliminatória da Taça de Portugal, na qual já vão entrar as equipas da I Liga. O Caldas dominou o Montijo por completo, mas só a quatro minutos do fim carimbou a passagem, com um golo de livre de André Santos.
Os números não enganam. O Caldas terminou o jogo com 18 remates com quatro do adversário, 12 remates enquadrados contra apenas um, 10 cantos a favor contra apenas um. São apenas alguns dados estatísticos que ajudam a perceber em que sentido a bola circulou por mais tempo nesta partida.
Foi um Caldas cheio de garra, com muita verticalidade no jogo e sentido de baliza, mas também organizado e implacável na disputa de bola de bola a meio campo.
Logo ao primeiro minuto os pelicanos conquistaram o primeiro canto e, na sequência, João Tarzan deixou o primeiro aviso, com um cabeceamento que não passou muito longe do alvo. O Montijo respondeu de pronto, por João Monteiro. E nesses primeiros instantes ficou a ideia que o jogo seria muito mais repartido.
[showhide]Só que o Caldas depressa se encarregou de mostrar que não seria assim. O Montijo tentava pressionar na primeira zona de construção do Caldas, mas os alvinegros conseguiam contornar a questão com a tal verticalidade de jogo. As oportunidades foram-se sucedendo, mas também as intervenções de Rui Dabó na baliza do Montijo. O jovem guarda-redes, que teve uma passagem fugaz pelo Caldas, brilhou pela primeira vez a um remate de Clemente, ao minuto 17, nos restantes remates primou sobretudo pelo bom posicionamento.
Apesar de ver oportunidade atras de oportunidade falhar o desfecho desejado, o Caldas manteve sempre o pé no acelerador e a crença de que o jogo se resolvia sem recurso a prolongamento, nem à lotaria das grandes penalidades. E essa crença foi recompensada. Ao minuto 86, acabado de entrar, Bé rompeu pela esquerda e ganhou uma falta em jeito de canto mais curto. André Santos acreditou na sua sorte, e com perícia colocou a bola directa ao segundo poste para um golo de belo efeito.
O Montijo nem conseguiu reagir.
MELHOR DO CALDAS
André Santos 4
A cumprir castigo no campeonato, voltou em grande na Taça para marcar o golo do triunfo, num remate intencional num livre de ângulo muito reduzido. Já antes tinha estado perto de marcar com um remate de longe.
André Simões, jogador do Caldas
Peca por escasso
Foi um jogo bem conseguido da nossa parte, interpretámos bem o que nos foi pedido e o resultado só peca por escasso dadas as oportunidades que tivemos. Os últimos jogos em casa não foram os que queríamos, precisávamos de contrariar isso e penso que esta exibição foi um passo nesta direcção. Tenho procurado dar o meu melhor e sempre que for chamado vou procurar corresponder e tentar dar o meu melhor e ajudar a equipa a tentar ganhar jogo a jogo para subir na classificação.
José Vala, treinador do Caldas
Para dar seguimento
Fomos um justo vencedor. Tivemos sempre bem defensivamente, não me lembro de uma oportunidade flagrante do Montijo e nós tivemos várias nas duas partes. Há que dar mérito ao guarda-redes, embora nalguns lances tenhamos conseguido colocar melhor a bola. Tivemos alguma dificuldade na organização do nosso jogo a partir de trás, mas era ingrato irmos a prolongamento. Queremos dar seguimento e obter a primeira vitória em casa no campeonato. O posicionamento do adversário obrigou-nos a ser mais objectivos, temos jogadores rápidos e por vezes não tiramos proveito da profundidade do jogo, neste criámos muito perigo dessa forma.
David Martins, treinador do Montijo
O Caldas mereceu
A equipa bateu-se bem, teve uma atitude competitiva muito interessante mas o Caldas foi melhor e mereceu passar.
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