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A vitória histórica de um clube, de uma cidade e de uma região

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Campo da Mata, Caldas da Rainha
Árbitro: Ricardo Moreira, AF Vila Real
Assistentes: Sérgio Correia e Israel Lopes

CALDAS 3
Luís Paulo [4]; Cascão [4], Militão [4], Rui Almeida [4] (C) (Rony [2] 105’) e Clemente [4]; Paulo Inácio [4] e Simões [4] (Marcelo [3] 99’); Januário [4] (Cruz [3] 66’), João Tarzan [4] e Felipe Ryan [4], Pedro Emanuel [5]
Não utilizados: Natalino, Vítor Tarzan, Bé, Araújo
Treinador: José Vala
FARENSE 2
Hugo Marques, Godinho, Bruno Bernardo, Cássio e Jorge Ribeiro; Fabrício, Livramento (Ceitil 98’), Neca (C) e Leo Tomé (Tavinho 76’); Fábio Gomes (Jorginho 88’) e Irobiso
Não utilizados: Guilherme, Celsinho, Kadri, Nuno Silva
Treinador: Rui Duarte
Ao intervalo: 0-0
Tempo regulamentar: 2-2
Marcadores: Livramento (48’ e 61’), Januário (55’) e Pedro Emanuel (70’ e 115’)
Disciplina: amarelo a Pedro Emanuel (68’), Neca (69’ e 97’), Godinho (108’), Cascão (109’), Rony (110’), Jorginho (110’), Luís Paulo (113’) e Jorge Ribeiro (120’). Vermelho por acumulação a Neca (97’)

Caldas da Rainha, 10 de Janeiro de 2018. Este é o dia que vai ficar por muito tempo na memória dos caldenses. Estádio cheio a uma quarta-feira ao final da tarde, um jogo de grande qualidade e intensidade (qual quarta-feira europeia) que levou o Caldas, pela primeira vez na sua história, às meias-finais da Taça de Portugal.
Por mais conquistas que um clube tenha há sempre um número restrito de momentos que definem a sua história e que marcam gerações. O Caldas tem alguns desses momentos, mas na quarta-feira, 10 de Janeiro, ganhou mais um quando os seus jogadores vestiram a pele de heróis e escreveram a dourado (ou não tivesse sido essa a cor do equipamento nesta partida), porventura, a mais bela página de história do clube.
O Farense vinha com algum favoritismo e nos 10 minutos iniciais parecia confirmá-lo. Mas depressa o Caldas equilibrou as contas e começou a mostrar que também era equipa a ter em conta. Quem presenciava jogos do Caldas pela primeira vez, rendia-se às qualidades do colectivo caldense, pela sua intensa garra e dedicação ao jogo dos seus jogadores, ou mesmo pelas suas qualidades técnicas de elementos como Simões, Ryan ou João Tarzan.
A primeira parte não rendeu qualquer golo, embora a bola tenha entrado na baliza caldense houve falta sobre um defensor. Já os adeptos do Caldas protestavam um lance entre duvidoso entre Godinho e Pedro Emanuel na área algarvia. Um remate de Ryan, mesmo sobre o apito para o intervalo, foi o que mais esteve mais perto de entrar.
Tudo mudou na segunda parte, e bem depressa. Extremos do Farense a trabalhar, Leo Carmo centra para o cabeceamento colocado de Livramento. O silêncio nas bancadas durou pouco tempo. O espírito guerreiro do Caldas foi compensado quando Ryan colocou de pé esquerdo na área e Januário encostou à boca da baliza para o empate.

A história repetiu-se depois, com o Farense a ganhar novamente a dianteira e Livramento o papel de homem do jogo… até ali. Porque o Caldas não desistiu e, num livre apontado por Clemente, Militão cabeceou à barra e Pedro Emanuel levou o jogo para prolongamento.
Com o Caldas a cair nos níveis físicos os algarvios podiam ter resolvido a partida, mas Luís Paulo fez duas defesas de enorme valor ao remate de Jorginho e depois à recarga de Livramento. A expulsão de Neca jogou, no entanto, a favor do Caldas. Com uma segunda parte de prolongamento mais parada, o Caldas acabou por conseguir “acalmar” o jogo e chegou a um dos mais importantes golos da sua história a cinco minutos do fim. João Tarzan transportou a bola para a zona central, deu para Marcelo que fez um passe para o interior da área, a bola ressaltou num defesa e ficou ao jeito de Pedro Emanuel marcar o golo que colocou um estádio, uma cidade e uma região a festejar.

MELHOR DO CALDAS
Pedro Emanuel 5
Ao 11º jogo pelo Caldas estreou-se a marcar e gostou tanto que o fez em dose dupla. Dois golos à ponta-de-lança, um de recarga e outro a aproveitar um ressalto, coroando uma exibição com a qual deu cabo da cabeça aos defesas do Farense. O Caldas teve 14 heróis naquela noite, mas Pedro Emanuel foi o que mais brilhou.

 

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