Quinta-feira, 26 _ Março _ 2026, 8:25
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Autoridade ou permissividade

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Lurdes Pequicho
Educadora de Infância

A educação é um mundo complexo, não só pela diversidade entre todos nós e a educação que cada um recebeu, como também pela infinidade de “teorias” que hoje em dia estão disponíveis e que sinto, que por vezes confundem mais do que ajudam.

Felizmente vejo muitos pais a selecionarem estratégias da educação tradicional e a tentarem encontrar alternativas a essa forma de educar. No entanto, as indicações não são claras. Diz-se para ter paciência com as crianças, para dar valor à criança, para ter as opiniões da criança em atenção e sim tudo isto é verdade, agora a forma como se concretiza é que nem sempre vai ao encontro do que estas novas abordagens indicam. Temos a participação da psicologia positiva, da parentalidade consciente, das neurociências e do coaching por exemplo, que nada têm a ver com uma tendência atual generalizada, que é a permissividade. Quando os adultos querem proporcionar à criança um momento de liberdade tal, que na prática não expressam limites, as crianças sentem-se ignorados, desprezados, e vêm isso como desamor e abandono e começam a chamar a atenção, geralmente da pior forma.

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Por isso, é importante esclarecer que estas abordagens educativas remetem-nos para o respeito pelas necessidades das crianças, para o poder da conexão, empatia e responsabilidade pessoal. E tudo isto está no oposto do autoritarismo que nos remete muito para educação tradicional, na qual os sentimentos da criança não são valorizados, em que executam ordens e obtém consequências negativas, através do medo e da revolta interior que lhes causa.

Já a autoridade, é o ponto de equilíbrio entre ambos. É responsabilidade dos adultos exercerem essa autoridade, pois na família são eles que têm a prontidão neurofisiológica para a executar. Devido ao pleno desenvolvimento do neo córtex, tomam decisões e preveem possíveis consequências, assim como definem os princípios e valores a serem seguidos pelo sistema familiar. Esta autoridade vem no sentido de conhecimento, de experiência e de desenvolvimento cerebral, uma vez que o adulto é capaz de estabelecer os limites nas relações familiares e nas relações dos membros desse sistema com o ambiente externo. A criança é convidada a se envolver no processo, na medida da sua prontidão psicológica e maturação cognitiva, mas a decisão final é dos pais e nunca da criança, por não estar pronta para tomar certas decisões.

O segredo está no equilíbrio. Estabelece limites claros ao teu filho e exerce a tua autoridade, com conexão, empatia e acima de tudo com muito amor.
Com amor.

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