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Gazeta da europa – Solidariedade que acelera o crescimento e o emprego

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Se há política que define a União Europeia e que concretiza o seu valor essencial de solidariedade é a política de coesão. Embora seja mais conhecida pelos fundos estruturais, estes são apenas as suas ferramentas. O mais importante é aquilo para que contribui e de forma única, focada e adaptada a cada região: apoiar o aumento de crescimento e emprego e, simultaneamente, responder aos desafios da competitividade empresarial, do desenvolvimento sustentável, da qualidade de vida dos cidadãos e da exclusão social. Esta política é tão antiga como o próprio projeto europeu, surgindo com o Tratado de Roma em 1957 que institui a Comunidade Económica Europeia, uma vez que sempre foi claro que ajudar as diferentes regiões a se nivelarem em termos de crescimento e de qualidade de vida era essencial. Em 1988 introduziram-se algumas mudanças relevantes para se adaptar à adesão de três países com níveis de desenvolvimento muito baixos na altura – Grécia (1981), Espanha e Portugal (1986) –, como por exemplo, passar a ter um enfoque nas regiões mais pobres e menos avançadas e incluir a participação dos parceiros regionais e locais.

Em 2000, a estratégia de Lisboa reorienta as prioridades da UE para o crescimento, o emprego e a inovação e a política de coesão muda para contribuir para estas. Por exemplo, dedica parte do valor especialmente para a investigação e inovação e para infraestruturas ambientais e medidas para lutar contra as alterações climáticas. Porque o crescimento e a nossa qualidade de vida no futuro (nada distante) depende destes dois pilares. Houve ainda uma simplificação das regras e das estruturas, mantendo um necessário grau de exigência e de auditoria que deve ter qualquer uso de dinheiro dos contribuintes.
Chegando ao atual período (2014-2020), que conta com um pouco acima de 350 mil milhões de euros do orçamento da UE para investir nas regiões e cidades, tomaram-se certas medidas para melhorar a eficiência da política de coesão e garantir um maior impacto destes investimentos. Uma dessas medidas foi a introdução de pré-condições para que os Estados-Membros recebam verbas dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento. Muitas dessas pré-condições têm como objetivo dar resposta aos obstáculos que dificultam o investimento na UE. Incluem o reforço das estruturas, uma maior transparência nos contratos públicos e a simplificação do ambiente regulamentar e político para as pequenas empresas.
Em Portugal, por exemplo, foram introduzidos «testes PME» para acompanhar o impacto da legislação nacional sobre estas empresas, procurando reduzir o tempo e os custos envolvidos na criação das mesmas. Destaque, ainda, para o cumprimento da pré-condição «eficiência energética» que deu um impulso significativo a regras quanto ao desemprenho energético dos edifícios e da pré-condição relativa ao setor «água» que constituiu um incentivo para se gerirem e usarem os recursos hídricos de forma mais eficiente. Estas pré-condições têm, assim, o papel de exigir que se use o dinheiro público contribuindo para ciclos virtuosos de investimento e de desenvolvimento voltados para o futuro. Permitem, ainda, uma melhor coordenação e priorização das despesas públicas em termos gerais. Neste contexto, em Portugal, a pré-condição «Investigação e Inovação (I&I)» exigiu a adoção de estratégias de especialização inteligente, a nível nacional e regional, o que permitiu uma concentração em áreas competitivas fundamentais e a identificação e fortalecimento de parcerias entre universidades e empresas inovadoras.
Cada cêntimo que é investido deve ter como base uma estratégia de impacto para que continuemos a fazer caminho no desenvolvimento de cada região europeia e na União como um todo.

Sofia Colares Alves
Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal

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