
Zélia Oliveira
Diretora convidada
Na semana em que tomou posse um Presidente da República que vive nas Caldas da Rainha, esta edição da Gazeta noticia a chegada de António José Seguro a Belém e assinala também dois momentos relevantes da história da cidade e da região: os 52 anos do Golpe das Caldas e os 50 anos da luta da população de Ferrel contra a central nuclear.
Fomos ver como a Gazeta noticiou o 16 de março de 1974 ao longo dos anos através de uma fita do tempo e comparámos o que escreveu o jornal sobre a saída em falso antes do 25 de Abril e depois da revolução. A diferença é como comparar o dia e a noite.
O artigo de Joana Tornada, uma das primeiras a estudar e a escrever sobre o Golpe das Caldas, enquadra o que aconteceu em 16 de março e que depois ajudou a impulsionar o 25 de Abril.
Nos 50 anos de Ferrel (concelho de Peniche), falámos com protagonistas da “luta” que opôs a população ao governo de então, que ali queria construir uma central nuclear. E aqui, mais uma vez, a Gazeta das Caldas teve um papel essencial, ao dar eco à luta popular, mas também a envolver-se, através da organização de debates e do festival “Pela vida e contra o nuclear”. Atualizamos ainda a informação sobre o nuclear com a visão de dois especialistas em ambiente.
Três assuntos que mostram o papel da Gazeta das Caldas atualmente e ao longo do tempo numa altura em que o jornal assinala o seu centenário.
Face à atual crise no setor só posso apelar a que a Gazeta se mantenha a escrever noticias da cidade e da região. Num mundo onde floresce a desinformação, um jornal cumprir a sua missão de informar é um valioso património.






