
Por essa razão foi com grande nervosismo que Zé Povinho acompanhou o período eleitoral para a escolha, numa primeira volta, do Presidente da República naquele país.
Não é simples perceber que o país fundador dos princípios constitucionais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, se veja no presente momento confrontado com alguns candidatos que defendem os princípios contrários. E num caso, com uma mais que surpreendente implantação de alguém que se posiciona para a segunda volta e que defende os princípios do nacionalismo mais retrógrado. Alguém que quer fazer implodir o processo de integração europeia, considerado com o mais generoso movimento internacional de cooperação e de luta pela paz na Europa.[showhide]
Dos 11 candidatos a sufrágio, é surpreendente que tenham sido afastados da segunda volta os que representavam as principais forças políticas que se alternam no poder nos últimos 50 anos: o ex-primeiro ministro republicano François Fillon e o ex-ministro da Educação do actual governo socialista, Benoit Hamon. As razões até são compreensíveis para Zé Povinho, uma vez que ambos representam o sistema político que levou a França ao ponto que está.
Depois são o jovem ex-ministro da Economia, Emmanuel Macron, a populista Marine Le Pen e o radical Jean Luc Melenchon, que emergem no panorama político francês, conquanto os dois últimos representam cerca de 40% do eleitorado que se apresenta anti-União Europeia. Para a maioria dos observadores, será Macron que irá recolher a maioria dos votos no da 7 de Maio, uma vez que já recolheu a indicação de voto da maioria dos perdedores.
Assim, Zé Povinho arrisca felicitar o jovem presidenciável Macron pelo resultado que obteve na primeira volta, conhecendo as suas ideias em relação à Europa e à cooperação com os outros países. Macron, afinal, é aquela lufada de ar fresco que a Europa e a França precisam. Que Zé Povinho não se engane desta vez.

É inconcebível num país como Portugal que se morra pelo futebol, em processos inacreditáveis onde os adeptos mais ultra marcam despiques e quase duelos na calada da noite.
É evidente que muitas destas movimentações e atitudes são provocadas ou incentivadas pela forma como os dirigentes se destratam, os comentadores discutem e a comunicação social, especialmente da especialidade, aborda estes temas.
No passado fim-de-semana morreu mais um elemento de uma claque, que apareceu numa turba junto ao campo desportivo de um rival, ainda por cima a altas horas da noite.
Os responsáveis desportivos não podem pactuar ou alimentar estas situações e devem ser os primeiros, não só a condenar, mas a fazer tudo para que estes comportamentos desapareçam de dentro e de fora dos estádios.
Se não o fizerem e continuarem a dar desculpas de mau pagador perante comportamentos inaceitáveis, também devem ser responsabilizados e penalizados duramente, de forma a criar exemplo para que outros não sigam as mesmas pisadas.
Zé Povinho não quer escolher o pior entre os maus, preferindo a título de exemplo, nomear três claques dos principais clubes portugueses que representam também as claques de outros clubes, pela forma detestável como se comportam semanas a fio, sem arrependimento. Antes parecendo que se autossatisfazem com a violência verbal e física crescente.
[/showhide]










