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Montepio RDL não tolera agressões a profissionais de saúde

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Nenhuma forma de agressão é aceitável no contexto de prestação de cuidados

O Montepio Rainha D. Leonor tem em vigor uma política de tolerância zero para agressões a profissionais de saúde.
Esta “é uma orientação assumida pela instituição para proteger os seus profissionais e deixar claro que nenhuma forma de violência, física ou verbal, é aceitável no contexto da prestação de cuidados de saúde”, explicaram os responsáveis, questionados pela Gazeta das Caldas.
Os mesmos explicaram que “quem trabalha na saúde lida diariamente com a doença, com o sofrimento e, muitas vezes, com momentos de grande tensão emocional”, sendo essa “uma realidade que os nossos profissionais conhecem bem e com a qual sabem lidar”, mas que “a compreensão pelo momento que um doente ou um familiar está a atravessar não pode significar a aceitação de ameaças, insultos, intimidação, assédio ou agressões”.
Nesse sentido, e porque pretendem que os “profissionais possam exercer a sua atividade num ambiente seguro e respeitador”, adotaram esta política de tolerância zero perante as agressões.
Quisemos perceber se têm havido muitos casos de agressões nesta instituição, numa época em que a nível nacional, e no SNS, se registam máximos históricos, com 3429 casos no último ano, com uma subida de 848 casos face ao ano anterior.
“Nos últimos cinco anos não há registo, no Montepio Rainha Dona Leonor, de qualquer caso de agressão física a profissionais”, ressalvaram os responsáveis, notando, ainda assim, que “já ocorreram situações de agressão verbal, que foram acompanhadas pela instituição” e que “é também importante que este tipo de comportamento não seja desvalorizado”, até porque “a recente alteração legislativa veio reforçar a proteção dos profissionais de saúde e agravar as consequências aplicáveis a determinadas formas de violência” contra os mesmos.
A administração da instituição considera que “a prevenção é fundamental, mas é preciso haver também capacidade para atuar quando uma situação acontece”. Nesse sentido, quando ocorrem, “os incidentes são registados e avaliados e, sempre que se justifique, são comunicados às autoridades competentes”.
Paralelamente, contam, “há também uma preocupação com a formação dos profissionais nas áreas da comunicação, da gestão de conflitos e da identificação antecipada de situações de risco”. O objetivo é que estes “saibam como agir perante uma situação difícil e, sobretudo, que saibam que têm o apoio da instituição”.
Em resposta à Gazeta das Caldas, os responsáveis alertam ainda que “a violência contra profissionais de saúde não pode ser normalizada” e que “a relação entre profissionais, doentes e familiares deve ser de respeito mútuo” e “é isso que queremos preservar no Montepio Rainha Dona Leonor, protegendo quem recebe os cuidados e também quem os presta”.

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