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Famílias mais carenciadas recebem apoios para ajudar na sua saúde

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Muitos dos casos,depois de avaliados no SAAS, são encaminhados para instituições de cuidados de saúde

O apoio no custo dos medicamentos para famílias carenciadas, ações de prevenção da saúde mental e banco de ajudas técnicas são algumas medidas que o município das Caldas disponibiliza no âmbito da saúde e apoio social

Imaginemos uma família caldense, já de si carenciada mas apoiada, em que um dos elementos tem uma doença e, de repente, deixa de poder pagar a renda. A Câmara pode ajudar, para fazer face a essa emergência, com um apoio financeiro eventual, resultado da transferência de competências, e respetiva verba, que recebeu do Estado. Os serviços de ação social analisam o caso e, mediante regras concretas, apoia aquela renda, mas as despesas são consideradas de saúde, tendo em conta a doença que motivou a situação. Em muitos dos casos o apoio é pago diretamente à farmácia, num protocolo firmado com as farmácias caldenses.

Mas há outras medidas locais. Uma delas é o cartão ABEM, que resulta de uma parceria com a Associação Dignitude para garantir o acesso gratuito a medicamentos com receita médica a pessoas em situação de carência económica. O apoio vem desde 2022, altura em que foram disponibilizados 50 cartões, tendo esse número já duplicado, o que se traduz numa centena de pessoas abrangidas atualmente no âmbito deste programa que apoia na aquisição dos medicamentos comparticipados.

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Muitas das vezes, pessoas em situação de vulnerabilidade, depois de avaliadas pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS) da autarquia, são encaminhadas para instituições de cuidados de saúde mental ou de outros cuidados de saúde. A vereadora Conceição Henriques dá mesmo o exemplo da vaga de refugiados da Ucrânia (em 2022) em que as pessoas chegavam com “muitos problemas de saúde e foram os nossos serviços que fizeram essa articulação, permitindo-lhes ter os cuidados necessários”.

Banco de Ajudas Técnicas
A autarquia possui também um banco de ajudas técnicas, que inclui cadeiras de rodas, cadeiras de banho, andarilhos, camas articuladas, entre outros produtos, que são emprestados a pessoas que perderam a autonomia, de forma temporária ou permanente. “Regularmente são feitas mais aquisições”, explica a autarca, especificando que depois de devolvido, se estiver em condições, é feita uma manutenção e desinfeção do produto e entregue a quem dele necessita, mas se não estiver, será descontinuado.

O banco de ajudas técnicas é destinado a pessoas carenciadas e possui um regulamento. “Havendo necessidade, e numa situação de extrema urgência, também se faz uma compra casuística, mas o que temos é de gerir o material que faz parte das nossas ajudas técnicas”, explica, pois “há muita procura”. “Há muitas pessoas carenciadas com problemas de saúde e os idosos normalmente têm carências financeiras e precisam destas ajudas. O que há hoje é uma grande preocupação por parte das técnicas em alertarem os utentes para a existência destas ajudas”, refere a autarca, acrescentando que, atualmente, da forma como a Ação Social está estruturada, cruzam os serviços, permitindo um apoio mais integrado.

Trabalho de apoio à saúde mental
Do ponto de vista da saúde, uma área em que a Unidade de Desenvolvimento Social da autarquia está a trabalhar “muito ativamente” é a da saúde mental, com a realização de várias ações de sensibilização. Na passada quinta-feira, por exemplo, decorreu a tertúlia “À conversa com… Suicídio: o elefante na sala” no auditório da Universidade Sénior, com a presença de uma psicóloga e uma psicóloga clínica e, para 24 de setembro, está prevista uma outra conversa sobre Hiperatividade e Défice de Atenção.

Atualmente o Gabinete de Psicologia da Câmara tem três psicólogas clínicas e todas elas, além das outras funções, fazem o acompanhamento de casos, sobretudo nas valências do Gabinete de Apoio à Vítima de Violência Doméstica, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (que não sendo uma estrutura do município, é este que a dota das condições físicas, técnicas e com alguns recursos) e para casos especiais graves, no âmbito do SAAS. “Há a identificação do problema, o acompanhamento inicial e depois tenta-se encaminhar para os serviços de saúde”, salienta Conceição Henriques.

A autarca realça esta resposta inicial, por parte das três psicólogas clínicas, num serviço de Ação Social que atualmente comporta diversas valências e 23 técnicos que “herdaram do Estado central, com a transferência de competências, quase três mil processos de acompanhamento ativo de pessoas com carências. Se não tivéssemos esta valência o nosso trabalho ficava comprometido”, considera.

Mais de 280 bebés apoiados
Desde 2024, ano em que começou o programa de apoio do município à Natalidade, já usufruíram da medida 286 bebés. Logo em 2024 56 bebés receberam o apoio de mil euros (600 euros atribuídos em dinheiro após a aprovação da candidatura e mais 400 euros pagos através do reembolso de faturas de compras ou serviços para a criança feitos no comércio e serviços locais do concelho). No ano seguinte o apoio abrangeu 136 bebés e este ano já foram entregues 94 cheques.

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