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Excesso de lotação do TOMA motiva queixa

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Os atuais autocarros já possuem o dobro da capacidade numa tentativa de resposta ao aumento da procura

A sobrelotação do TOMA, no percurso entre escolas e à hora de almoço (Linha Verde), já levou a que alunos tenham ficado apeados por já não existir espaço livre o autocarro. “O meu filho foi uma das dezenas de alunos que ficaram em terra por não existir mais espaço. O autocarro não só vinha com 15 minutos de atraso, como naquela paragem tornou-se impossibilitado de sequer receber mais um passageiro, fora outros que se viram obrigados a sair porque o autocarro ia de tal forma superlotado que nem conseguia fechar a porta”, relata Sara Ribeiro, mãe de um estudante na EB de Santo Onofre. O caso aconteceu a 24 de abril, mas a encarregada de educação refere que o filho já a tinha advertido desta possibilidade, “pois este cenário já tinha acontecido a outros colegas”. Um problema que, refere, tem implicações com compromissos assumidos, nomeadamente com o centro de estudos que frequenta e onde não conseguia chegar a horas, pois “próximo autocarro na Linha Verde demorava mais de 40 minutos”. Questiona as condições de segurança dos autocarros, a fiscalização e para quando um reforço de veículos nos horários de ponta das escolas, destacando que o TOMA é uma grande vantagem para os alunos não terem de circular a pé.
Questionado pela Gazeta das Caldas, o diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença disse não ter conhecimento da situação relatada. Também o presidente da Câmara desconhece que este problema. Vítor Marques refere que o município tem incentivado a utilização do transporte público, também como Passe M (que garante a tua gratuitidade), e que tem aumentado o número de passageiros. Tendo em conta esse crescimento, aumentaram “a capacidade dos autocarros para o dobro”, disse, reconhecendo que as novas dimensões dos veículos levaram a alguns constrangimentos em termos de trânsito, que têm vindo a corrigir, com sinalética e a atuação da PSP. “Pontualmente, há exceções em que nem todos os passageiros conseguem entrar, mas deste caso não tive conhecimento e é importante que nos façam chegar a informação para podermos atuar”, referiu.
Ainda de acordo com o autarca, os serviços começaram recentemente o trabalho de reformulação das rotas existentes e querem juntar, pelo menos, mais uma linha ao TOMA. Atualmente existem três rotas: a Linha Azul, que faz o circuito entre o Mercado Municipal, a zona do Rugby e Quinta do Pinheiro Manso, enquanto que a Linha Laranja faz a rota circular na zona oeste da cidade, e a Linha Verde faz a rota circular na zona sul da cidade.
Os atuais autocarros, seis na sua totalidade, são a combustão, mas estão encomendados dois autocarros elétricos para os começar a substituir.

Bombarral e Cadaval querem reabertura da EN8

A estrada está cortada ao trânsito há cerca de três meses

Autarcas unidos na pressão à Infraestruturas de Portugal para realização de obras urgentes na estrada

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Paulo Ribeiro

As populações do Bombarral, Cadaval e Torres Vedras que dependem da EN 8 estão a sofrer as consequências do mau tempo, que provocou o corte integral ao trânsito desta importante via entre os cruzamentos para as localidades de Perigosa e de Vale Francas, numa extensão de um quilómetro devido ao aluimento do piso. O problema tem-se arrastado no tempo e, sem resposta da Infraestruturas de Portugal, os autarcas exigem compromissos do Governo. Esta é uma das 26 estradas no país que continuam encerradas após a passagem do comboio de tempestades de janeiro e fevereiro.
A Assembleia Municipal do Cadaval aprovou, por unanimidade, uma moção em que pede ao Governo a realização de obras urgentes, não só na EN8 como na EN 115 que também ficou estragada. Os eleitos exigem a definição e comunicação de um “prazo concreto” para a reabertura das duas estradas. Simultaneamente, foi pedida “uma intervenção urgente do Ministério das Infraestruturas no sentido de garantir a coordenação necessária para a resolução célere dos constrangimentos existentes”. A par da implementação de “medidas mitigadoras urgentes” pela empresa IP, os autarcas alertam que “o desvio forçado de todo o tráfego para as vias municipais tem provocado a sobrecarga e degradação acelerada dessas infraestruturas, cujos custos de manutenção recaem exclusivamente sobre o município”. Os automobilistas têm que fazer outras opções nos seus trajetos diários, que obrigam a mais quilómetros, aumenta o tempo de viagem e sobem os custos. Outra preocupação passa pela próxima campanha da pera rocha, a principal atividade económica agrícola do concelho, porque “a manutenção do encerramento destas vias durante a época da colheita terá consequências económicas gravíssimas para toda a fileira”. Soma-se ainda a época de incêndios, que deve ser acautelada, pois é “crucial a existência de acessos que permitam a circulação de viaturas pesadas de combate a incêndios florestais que carecem de tempos rápidos de intervenção”.
Pelo mesmo diapasão afina a Assembleia Municipal do Bombarral, que também aprovou uma moção por unanimidade para a antecipação das obras na EN8, que liga o concelho a Torres Vedras e que também atravessa o oeste do território cadavalense. Para contornar o problema, muitos automobilistas recorrem à A8, entre os nós do Outeiro da Cabeça, no concelho de Torres Vedras, e Bombarral-Sul, com o consequente agravamento dos custos para as suas carteiras. Nesse sentido, os autarcas pretendem que o Governo conceda a isenção temporária do pagamento de portagens nas “medidas provisórias” e “reconheça o caráter prioritário da intervenção”. E, por outro lado, que a IP proceda à “aceleração dos procedimentos técnicos e administrativos com vista à antecipação do início das obras”.
Solicitámos esclarecimentos à IP sobre as obras na EN8, mas sem sucesso até ao fecho de edição.

 

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