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Fotos retratam as mulheres na agricultura

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Elementos do rancho e voluntários da localidade garantem a abertura dos espaços expositivos até 6 de julho

Exposição “Raízes de Mulher – Sementes de Futuro”, patente na Fanadia, retrata o trabalho e vivência da mulher no mundo rural

No Ano Internacional da Mulher na Agricultura 2026, proclamado pelas Nações Unidas, o Museu Etnográfico As Ceifeiras da Fanadia e a Biblioteca Henrique Nunes da Costa têm patente a exposição “Raízes de Mulher – Sementes de Futuro”. A mostra, que reúne património fotográfico, memória social e reflexão contemporânea sobre o contributo feminino para o território, a paisagem e a sustentabilidade, é promovida pela CCDR Centro e pode ser visitada até 6 de julho.

Composta por imagens de grande formato, retrata o trabalho da mulher na agricultura, nomeadamente na vindima, ceifas e apanha da azeitona. O ensacamento e apanha da batata vem destacado numa das imagens enquanto que outra mostra como carregava “o peso [dos cântaros de água] à cabeça com equilíbrio e dignidade aprendidos desde cedo”.

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“Foi lavradora, pastora, ceifeira e guardiã atenta dos ciclos da natureza”, refere o texto de Vanda Batista e Aldina Santos, da CCDR, alusivo a uma das imagens que compõem a mostra e que são da autoria de fotógrafos como Artur Pastor, Mário Novais e Horácio Novais, que documentaram a vida rural portuguesa ao longo do século XX.

“Enquanto houver uma mulher a tocar a terra com cuidado e conhecimento, o mundo continuará a nascer todos os dias”, argumenta o texto colocado junto a uma imagem de mulheres a trabalhar o linho.

Sérgio Pereira, responsável pelo Rancho Folclórico As Ceifeiras da Fanadia, partilha o orgulho de ter a exposição patente na sua “casa”.

As imagens ligadas à temática da agricultura e mundo rural “casam” na perfeição com o espólio do museu que reúne utensílios, instrumentos, peças e ferramentas relacionadas com a atividade agrícola da região. O museu, pertença do rancho, está instalado num antigo lagar de azeite de uma casa agrícola e Sérgio Pereira destaca a relação “afetiva” que, por exemplo, as mulheres do campo tinham com os seus animais, e a “estima” que os homens tinham nas suas ferramentas de trabalho, com as quais “ganhavam o sustento” e a forte ligação à terra.

No museu as visitas são asseguradas pelos elementos do rancho folclórico e na biblioteca por voluntários da localidade.

O núcleo expositivo apresentado nas Caldas da Rainha reúne fotografias provenientes dos espólios do Arquivo Municipal de Lisboa e da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Com curadoria de João Carlos, está integrada no F/262 – Festival Internacional de Fotografia e nas comemorações dos 200 anos da Fotografia. Antes de estar na Fanadia, a mostra já passou por várias capitais de distrito, como Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Guarda e Viseu.

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