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“Não deixem que haja um “brexit” em Portugal”

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Carlos Querido foi orador no debate “Europa - Um continente de oportunidades”

Os desafios da União Europeia estiveram em foco no debate “Um continente de oportunidades”, que assinalou o Dia da Europa na ESRBP

A proposta foi uma “viagem alucinante” pela história da Europa, conduzida por Carlos Querido, onde este deu a conhecer a origem da União Europeia. Nascido nos anos 50 do século passado, o orador faz parte de uma geração que herdou uma Europa “angustiada, devastada, sangrenta”, começou por partilhar, lembrando as duas grandes guerras que, em 37 anos, provocaram a morte a cerca de 100 milhões de pessoas. E foi para “responder aos problemas desta Europa devastada por guerras e por conflitos permanentes, que nasceu a União Europeia”, fazendo notar que a paz manteve-se durante 77 anos, até 2022, altura da invasão da Ucrânia pela Rússia.

A então CEE nasceu com o objetivo de pacificar a Europa, mas Carlos Querido reconhece que a geração que o ouvia, na manhã de 11 de maio e que lotou o auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, irá herdar uma Europa diferente. “Há nuvens sombrias no horizonte”, disse, alertando que há muita gente que quer acabar com a União Europeia, “sem a preocupação de perceber que esta foi a entidade supranacional mais fantástica e com maior êxito que alguma vez o mundo viu”.

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Carlos Querido lembrou que o lema da União Europeia é a unidade na diversidade, especificando que, no conjunto dos 27 países membros, existem 24 línguas oficiais e ainda mais de 60 línguas regionais, minoritárias ou dialetos.

Esta “viagem” histórica passou ainda pelos “pais fundadores” da União, Robert Schuman e Jean Monnet, e pela criação do espaço Schengen, a zona de livre circulação que abrange 29 países europeus, eliminando controlos nas fronteiras internas para mais de 450 milhões de pessoas. Destaque também para o “errático” percurso do Reino Unido, que saiu da União Europeia em 2020, como resultado do referendo de 2016, mas que uma década depois a maioria dos britânicos já está a favor dessa reversão.

Carlos Querido realçou os valores humanistas em que se alicerça a União Europeia. “Esta ideia de aceitar a diferença, de não considerar que o outro é sempre o inimigo. A diferença é importante, enriquece-nos, a tolerância é fundamental e só ela pode realizar esse grande desígnio que é a proteção da dignidade da pessoa humana”, assumiu.

Para o orador, o problema que se coloca atualmente é o dos “populismos” e, dirigindo-se aos jovens, pediu-lhes para estarem atentos às vantagens que o projeto europeu deu. “Vai haver muito o “canto das sereias” a aliciar-vos para rejeitar esse projeto, sempre com base nessa ideia de que nós [Portugal] queremos ser donos do nosso destino, mas nós temos representantes no Parlamento Europeu e há uma margem de soberania que não alienamos”, realçou, pedindo-lhes para que não deixem que haja um “brexit” em Portugal.

Aprender num país estrangeiro
Três alunos do Institut Premià de Mar (Barcelona), que se encontram a estagiar nas Caldas, partilharam a sua experiência na cidade, tal como os alunos caldenses dos cursos profissionais de Ação Educativa, Desporto e de Mecatrónica Automóvel, partilharam a experiência de Erasmus + VET, em várias cidades espanholas. Esta foi a primeira vez que os alunos que frequentam os cursos profissionais puderam fazer estágio num país estrangeiro, no âmbito do programa Erasmus, e que terá continuidade no próximo ano.

“Estamos na Europa”, destacou a professora Maria do Céu Santos, destacando a importância destes intercâmbios. Também presente, o professor Carlos Ubaldo exortou os alunos a terem uma experiência internacional.

Os alunos dos cursos profissionais partilharam como foi o estágio
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