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População recupera a ermida de Cortém

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Foi no Dia da Liberdade deste ano que se iniciou a recuperação da ermida de Cortém, aldeia da freguesia dos Vidais.
Datada de 1741, a última intervenção que a capela recebeu foi há meio século, em 1976, com a colocação do atual telhado, com uma estrutura em eucalipto, não tratado. Mas a passagem do tempo fez-se sentir e a tempestade Kristin danificou este património, com telhas partidas que causaram infiltrações, em particular na zona da sacristia.
A iniciativa de recuperar o edifício é do Grupo dos Amigos de Cortém, presidido por João Tomás Silva. Têm participado em vários eventos, como as Adiafas, o Vidais ao Luar ou o concurso de presépios da freguesia com o objetivo de angariar fundos.
O grupo já conseguiu reunir cerca de 2500 euros com os quais começaram a adquirir materiais para poderem recuperar o edifício. E depois colocaram as mãos à obra. No dia 25 de Abril juntaram-se 12 voluntários e no fim de semana seguinte um novo grupo de cerca de uma dezena prosseguiu os trabalhos.
Os voluntários, de diferentes gerações, já lavaram todas as paredes com jato de areia e aplicaram massa de reboco para tapar buracos e fendas. Também já passaram o primário e pintaram, parcialmente, o exterior com tinta de areia. A próxima fase é a substituição do telhado, que gostavam que ocorresse a breve prazo, antes do inverno.
O presidente da Associação João Tomás Silva recorda as obras no coreto, há meio século, explicando que, desde então, a única intervenção neste património foi uma pintura, há mais de uma dezena de anos.
A igreja recebe uma missa mensal e as cerimónias, como funerais e batizados, quando ocorrem.
A iniciativa tem suscitado um espírito comunitário, com as pessoas da aldeia a envolverem-se e a darem o seu tempo e mão de obra para esta causa, mas também com profissionais do setor da construção a voluntariarem-se para ajudar o grupo.
Serão necessários, estimam, cerca de 8000 euros para a totalidade da intervenção. Daí que o grupo esteja já a planear a realização de um peditório e também a reunir donativos, económicos (através do IBAN PT50 0045 5132 4037 7288 4701 4) ou de materiais.

Direito de Resposta

Ao abrigo do disposto na lei n; 2/99, de 13 de janeiro (lei de imprensa) venho na qualidade de pessoa visada, numa vossa edição solicitar a publicação do presente texto de resposta e retificação ao artigo publicado no vosso jornal com o título “Associação de dadores das Caldas envolta em polémica” pelas razões de facto e de direito que passo a expor:
1- A notícia referida afirma falsamente que se passa na associação (nunca ofereci lugar ao senhor José Augusto Farinha dado o mesmo não ter qualquer ligação à A.D.S.C.Rainha na qualidade de associado
2- Os factos que o mesmo senhor apresenta na notícia não é verdade, e dado que está a decorrer um processo judicial, entendo que não é o momento para dar qualquer notícia, pelo exposto, solicito a retificação das informações incorretas e a publicação da presente resposta, com o mesmo destaque e relevo dado à notícia original, no prazo legal previsto na lei de imprensa. Luís Manuel Correia de Brito Noivo

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N.R.: Gazeta das Caldas tentou obter esclarecimentos junto de Luís Noivo. Inicialmente este marcou uma entrevista, mas no dia não apareceu e não atendeu o telemóvel. Mais tarde justificou-se com motivos de saúde. A partir daí ficou nova data apontada, mas não mais atendeu o telefone, não sendo possível, apesar de várias tentativas, obter as suas declarações sobre o assunto até à realização do artigo.

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