Sofre com o excesso de calor? Venha para o Oeste!

0
981

Foz ArelhoEste podia ser um slogan anunciado no país durante o início desta semana quando a maior parte do país estava em alerta laranja e vermelho, devido às elevadas temperaturas que ultrapassaram em muitas cidades os 40 graus.
Em contrapartida, nas Caldas da Rainha o termómetro raramente ultrapassou os 29 graus e podiam-se ver pessoas nas ruas à hora de maior calor, fazendo a sua vida normal, enquanto que noutras cidades os centros se desertificavam sob o efeito da canícula.
Mesmo assim era possível encontrar sítios mais fresquinhos. Os caldenses sabem que, quando vão para a Foz do Arelho, a temperatura frequentemente desce sempre alguns graus. Na passada terça-feira, ao meio-dia, saía-se das Caldas com 28 graus para chegar à rotunda do Green Hill e verificar que estavam apenas 23 graus.
A praia estava com bandeira vermelha porque o mar estava com forte ondulação. E do oceano soprava, não uma brisa fresquinha, mas sim um verdadeiro vento oceânico frio. Por isso, os veraneantes deixaram quase deserta a praia atlântica e concentram-se junto à lagoa, protegidos do vento.
Do lado do mar, até o nadador-salvador em serviço tinha um blusão vestido e vigiava meia dúzia de banhistas estendidos nas toalhas.
O céu não tinha nuvens, mas a típica neblina oestina não deixava que se avistassem as Berlengas nem, sequer, Peniche. A Foz do Arelho era, claramente, um dos locais mais frescos de Portugal continental. Na passada sexta-feira, chegou mesmo a cair uma humidade fina, quase chuva.
Uma consulta ao Google permite comparar a região com o resto do país com valores do início desta semana: 38 graus em Braga, 35 graus no Porto, Castelo Branco e Viseu, 36 em Lisboa, 40 em Beja, 31 em Faro. No Oeste: 24 graus em Peniche e Baleal, 23 na Foz do Arelho e 21 em S. Martinho do Porto.
“Assim é que se está bem. Nem calor nem frio”. O comentário de um recém-chegado à praia resume o estado da arte no que toca à meteorologia da região.
Outro que vinha de Beja, elogiava o fresco da região, que o ia deixar descansar e prepara-se para o regresso, onde sabia esperar mais calor.
O resto do país escalda. No Oeste “está-se bem”.
Mas será que basta ter esta atitude de indiferença perante a tradição climática do Oeste?
Noutras zonas do mundo, onde existem fenómenos idênticos e para minimizar a fuga de uma parte da clientela (geralmente com filhos pequenos que não apreciam estes rigores na temperatura) oferecem-se outros atractivos.
As ameaças do tempo frio em época quente podiam ser transformadas em oportunidades. Um erro crasso seria de evitar: enganar quem não sabe e que é confrontado com um clima que não deseja nem está à espera.
Em regiões como as costas da Bretanha, ou mesmo da Bélgica, Holanda, Reino Unido, etc, foram encontradas soluções mais radicais para não afugentar tanto os residentes e turistas, que inclusive são também utilizadas na época baixa do Outono e Inverno. É o exemplo dos centros de talassoterapia com  piscinas e outros espaços de hidroterapia, utilizando a água marinha, mas acrescentando banhos e massagens especiais.
É uma oportunidade para a criação de mais emprego em sectores de alta intensidade em conhecimento.

J.L.A.S.