EDUCAÇÃO POSITIVA

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Gazeta das Caldas

A Educação Positiva tem o seu foco no afeto, na compreensão, no respeito e na aprendizagem mútua. Ao contrário da educação tradicional, a positiva entende que castigos ou chantagens não são construtivos para o bom desenvolvimento da criança.
Assim, a educação positiva potencia a melhoria da autonomia, do otimismo, da autoconfiança e de outras habilidades que preparam a criança para a vida. Tudo isso sem deixar de estabelecer limites e regras. Melhora o desempenho escolar, o convívio com as pessoas e fortalece vínculos.
Onde é que pode ser desenvolvida? Em casa, na escola, nos tempos livres, em todo o lado!
Como aplicar?
Ajude a criança a pensar: estimule a reflexão sobre as suas próprias atitudes, sobre as situações do quotidiano; faça perguntas incentivando a pensar na melhor resolução dos problemas do dia a dia; em vez de proibir, estimule a reflexão para que seja a própria criança a concluir sobre como se deve comportar e desenvolver pensamento crítico.
Seja o exemplo: cumpra sempre o que diz, não menta, nem suborne a criança; não diga só o que deve ou não ser feito, faça também.
Estabeleça regras: os limites são benéficos, servem como aprendizagem para a resiliência e para lidar melhor com os problemas. Estabeleça regras firmes. Se o ambiente for de colaboração e confiança, a criança vai entender e as birras tendem a diminuir.
Repreenda as ações: criticam-se as ações, não as pessoas. O foco da educação positiva não está na punição ou no castigo mas na compreensão e correção de falhas, como oportunidade para aprender e melhorar.
Enfatize o lado positivo: reconheça o bom comportamento e elogie o esforço. Uma criança valorizada terá autoconfiança e otimismo que a ajudarão a ser uma pessoa realizada no futuro.
Dialogue sempre: converse, explique e escute. Quando a criança é ouvida, sente-se importante e integrada naquele contexto.

Na próxima edição abordarei os 12 princípio da Educação Positiva.

A Psicóloga
Sara Carvalho Malhoa