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A um ano de celebrar 30º aniversário houve mais casas no CLN

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O Slide é um clássico do CLN e atrai gente de todas as idades

É um fenómeno que junta arte e celebração e que atrai gente de todo o país. O Caldas Late Night (CLN) está vivo e recomenda-se. Viveram-se na cidade três dias de iniciativas com o regresso da abertura de mais casas, mantendo-se os concertos e as festas em espaços públicos. O evento que decorreu nos dias 4, 5 e 6 de junho, tem conquistado público de várias idades e continua a ser um importante local de reencontros

Para quem quer viver o CLN, o mapa é uma peça essencial. É preciso arranjá-lo fisicamente nas casinhas do merchandising do evento ou então imprimir a versão digital que é disponibilizada nas redes sociais do CLN.

Já de mapa na mão é mais fácil seguir pelas ruas da cidade em busca da melhor instalação.

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Logo na quinta-feira foram vários os locais de atuação, lojas que abriram os seus espaços e várias casas que autores que quiseram dar a conhecer as suas propostas artísticas.

Foi o caso de Sofia Matoso que quis abrir a sua casa para participar no CLN. Ao entrarmos na sua casa, é-nos pedido para nos descalçarmos.

Os pares vão-se amontoando à porta e seguimos para a cozinha de casa, que foi transformada em galeria. “Já tinha feito vários trabalhos de homenagem à minha avó na ESAD.CR e agora quis repetir a dose”, disse a jovem, de Lisboa, que está no último ano da licenciatura em Artes Plásticas e, por isso, fez questão de abrir a sua casa no CLN, evento que conheceu bem nos últimos três anos.

Sofia Matoso transformou a sua cozinha em galeria e por todo o lado há exemplos dos trabalhos manuais da sua avó, feitos em croché.

No chão, a autora colocou papel de cenário e convidou os visitantes a desenhar o rosto das suas avós, deixando assim ficar o registo para a posteridade.

Para Sofia Matoso, o CLN “é um evento que está firmado e que aposta forte no espírito de comunidade”. A participante vai continuar a estudar e vai iniciar o seu mestrado em Educação Artística nas Belas Artes de Lisboa.
Quem também decidiu abrir o seu atelier de trabalho, no Largo João de Deus, foi Carla Santos onde deu a conhecer os seus trabalhos de pintura relacionados com o universo feminino. O CLN dá assim oportunidade de conhecer melhor como são diferentes as habitações nas Caldas.

Um dos pontos altos do CLN é o Mercado das Artes que tem lugar no Parque D. Carlos. Pelas bancas podem ser adquiridos vários tipos de trabalhos artísticos e artesanais.

Monique Gaia é a responsável pelo Mercado das Artes há três anos consecutivos e conta que este ano foram mais de uma centena os participantes neste certame. Muito mais que os 73 do ano anterior. “Notamos também que há muitos pedidos de autores de fora da região”, disse a autora que também é ceramista e que nota que há um pedido crescente de gente de fora, incluindo estrangeiros, que querem fazer parte do CLN.

À noite há poucas casas para visitar. As instalações nas habitações fecharam cedo e, por isso, são sobretudo os concertos e as festas com Djs que são em maior número e que atraem verdadeiros mares de gente.

Mais casas de estudantes
“Tivemos várias casas de estudantes, em maior número do que no ano passado”, disseram Verónica Alves, Francisco Madeiras e Carolina Nicolau, elementos da organização desta edição.

Segundo estes jovens o evento atualmente congrega muitas inscrições de festas mas ficaram contentes por ter notado um aumento na participação de casas de autores. “Foram pelo menos 20 as habitações que abriram ao público”. Contaram até que, em certas horas, se registaram longas filas de gente que aguardava oportunidade para visitar as propostas artísticas nas habitações.

“Notámos que há algumas pessoas que ainda têm algum receio de abrir as suas portas de casa ao público”. Ainda assim “queremos continuar a apostar nesta área, que é a essência do evento e gostaríamos de poder contar com maior participação dos projetos artísticos”, referiram.

Os elementos da organização acham que houve mais de duas centenas de intervenções, desde as casas dos estudantes, às performances, as apresentações dos vários coletivos ao longo dos três dias. Registou-se ainda um aumento de participações em intervenções móveis que marcaram presença nos mais diversos espaços da cidade.

Os organizadores referiram também que a organização deste 29ª edição incluiu elementos que ainda estão a finalizar o ensino secundário, como aconteceu com a autora de toda a identidade visual.

O Slide e a Luta de Almofadas que são outros momentos altos da iniciativa e que se realizaram no sábado, no último dia do evento, foram muito participadas. “Foi bom terem tido bandas a atuar ao vivo”, contaram os responsáveis que explicam que a organização integra alunos da ESAD.CR mas está aberta à comunidade. “Todos queremos que o evento possa continuar e que mantenha o espírito artístico”. Os jovens da organização recordaram que o CLN “é uma organizadora voluntária onde não há lucro e quando há dinheiro envolvido este fica para a organização vindoura que se vai voluntariar para organizar o evento do ano seguinte”.

A cada ano que passa, há mais gente de fora a querer participar nesta iniciativa. “Vêm de vários sítios de Portugal e até há alguns internacionais”. Reconhecem que as festas são um atrativo para muitos visitantes e acham que a grande adesão também se deve ao facto “de não existir vida noturna na cidade”.

Os jovenstambém contaramm que receberam feedback “muito positivo” de muitos visitantes que gostaram de ver a cidade animada durante três dias. Nestes dias houve também cuidados extra com a limpeza no pós eventos e foi possível ver elementos da organização a deixar o espaço limpo após as iniciativas. Segundo Verónica Alves, Francisco Madeiras e Carolina Nicolau, houve produtos do merchandising do CLN que esgotaram e lembraram que o evento continua a ser lugar de reencontros,. “E é sempre bom poder voltar a ver gente que já não está nas Caldas mas que regressa por causa do CLN”, remataram.

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