Início Cultura Maratona aliou-se à Gazeta para recordar o CLN

Maratona aliou-se à Gazeta para recordar o CLN

0
70
José Eloi aliou-se a este semanário para realizar um evento em volta do CLN

Café lembrou como foram as primeiras edições destacando artigos da Gazeta

Abriu ao público, a 4 de junho, na esplanada do café restaurante Maratona, uma exposição dedicada a recordar as primeiras edições do Caldas Late Night (CLN).

O empresário José Eloi, que foi responsável por intervenções, instalações e a realização de muitas festas temáticas integradas neste evento, aliou-se à Gazeta das Caldas e mandou reproduzir os artigos publicados neste semanário que acompanha o CLN desde a primeira hora.

- publicidade -

“Quis fazer uma retrospetiva, trazendo memórias do que foram as primeiras edições do evento”, disse José Eloi, para quem o evento se tem vindo a transformar “numa enorme festa, tendo-se aos poucos perdido um pouco do seu espírito inicial”.

Na sua opinião, hoje o evento que começou por ser dedicado às artes, “é mais um CLN Fest e a sua essência está esquecida ou deturpada, pois as novas gerações que o organizam ainda não eram nascidas”.

Nesta mostra, além dos artigos da Gazeta das Caldas, impressos em vinil de grande formato, também há uma área onde o José Eloi reuniu material gráfico variado de anteriores edições do CLN.

Além das festas temáticas que se realizaram na ESAD.CR, José Eloi foi também promotor de muitas intervenções. Lembrou por exemplo que numa das mega-festas que tinham lugar na escola foi possível licenciar fogo de artifício que foi lançado durante uma madrugada.

E há nesta exposição imagens do fotógrafo de Edgar Libório, recentemente falecido, a recordar estes grandiosos momentos. E estão presentes edições onde o próprio mapa do evento foi reproduzido nas páginas deste semanário.

Noutras reproduções, além do evento é possível acompanhar outros temas, caros à cidade, como o fim da Secla ou as empresas familiares, rubrica a que este semanário se dedicou durante vários meses.

José Eloi ainda salientou o papel que a Gazeta das Caldas tem na cidade pois o semanário “é uma das grandes fontes onde se pode pesquisar informação sobre o que se passou na cidade nos últimos 100 anos”.

De regresso ao CLN, o empresário concorda que apesar de todas as vicissitudes o evento que vai assinalar 30 anos em 2027 “conseguiu manter o seu lado algo marginal e independente, sem patrocinadores”. O problema é que a sua transformação progressiva num festival “torna-o mais dependente da Câmara Municipal em termos de licenças e de outro tipo de apoio como equipamentos”, disse.

O CLN tem sido alvo de documentários e edições e, passados 11 anos do seu início, “já se questionava se se mantinha o espírito inicial do evento, se fazia sentido continuar com ele”, disse o empresário.

José Eloi tentou inscrever-se nesta edição do CLN mas não foi possível, ou seja, a exposição não constou do mapa do evento que “tem na sua génese o facto de ser livre, ser de todos e de ninguém”.

Urge, na sua opinião, promover um debate que envolva a autarquia e individualidades das Caldas com histórico no fazer da iniciativa que está próxima de celebrar o seu 30º aniversário e que já faz parte da programação cultural das Caldas”. A mostra vai ficar patente até ao fim do mês.

- publicidade -