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Celebrar os Santos com coletiva de artistas independentes

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Comerciantes unidos fecham rua e animaram o centro da cidade

Quem passou pela R. Henrique Sales no sábado, 18 de julho, constatou que houve festa rija com a união entre a celebração dos Santos com as artes.
Uma ideia da loja Galeria Grupius que fez com que mais comerciantes se juntassem para oferecer umas horas de descontração a quem quis comer uma sardinha assada, bem regada, churrasco ou comprar algo num mercadinho de segunda mão. Também é possível conhecer algumas obras de artistas locais e de outras regiões do país pois a exposição coletiva permanece até ao dia 25 de julho, numa das lojas desta rua.
A união entre vários comerciantes da mesmo rua mostra que é possível animar o centro da cidade e atrair público às suas ruas. Também não faltaram os insufláveis que são razão de alegria entre os visitantes mais novos.
“No ano passado fizemos a primeira edição da celebração dos Santos. Este ano, alguns comerciantes da rua quiseram juntar à festa”, contou Fátima Andrea, uma das responsáveis pela Galeria Grupius que iniciou esta ideia de celebrar os santos no espaço público . “Juntámo-nos com os responsáveis do cabeleireiro Denize FF e da Ourivesaria Beto, dividimos tarefas e cá estamos junto para celebrar até ao fim do dia”.
Quem também auxiliou na organização foi Moisés Feliciano, amigo do núcleo da Grupius. “Fomos a um arraial da cidade, gostámos e decidimos fazer o nosso”, referiu o artista, pronto para voltar a colaborar em iniciativas “que conectem as pessoas”. “Este é um bom exemplo de trabalho que une a comunidade”, comentou o organizador. Já Fátima Mateus, da ourivesaria Beto não podia estar mais contente pela união e pelo evento que celebra os santos com comida, música, dança e até uma venda de produtos em segunda mão. “É bom podermos celebrar juntos”, disse Fátima Mateus, da Ourivesaria Beto.
“Está tudo a correr muito bem, pois dividimos tarefas entre nós e assim conseguimos animar a nossa rua”, acrescentou a cabeleireira Denize Costa.
Os lojistas pediram à Câmara Municipal para fechar o trânsito e os responsáveis pela Ourivesaria Beto estão também a gerir o espaço de uma loja vazia situada a meio da Rua Henrique Sales e esta foi cedida para apresentar uma mostra coletiva de artistas, tendo assim sido temporariamente transformada em galeria de arte.
Vasco Cavalheiro Borges é o curador da mostra e muitos dos autores que estão presentes “dedicam-se à tatuagem”.
A mostra ainda integra obras de autores que de alguma forma estão ligados às Caldas e de outros que vivem noutros locais mas que têm um trabalho que de que eu gosto e “que são novidade para a cidade”, acrescentou o curador que pretende também dar a conhecer estéticas e linguagens menos conhecidas nas Caldas.
E daí a mostra chamar-se “Primeira Mão” pois aposta em dar a conhecer obras de autores de outras paragens.
Estão por exemplo presentes pinturas de tatuadores ou ainda peças de cerâmica de autoras que habitualmente trabalham em cestaria. Segundo o curador estão a participar autores ligados às Caldas e outros de Lisboa, Porto e Algarve. De “Primeira Mão” tanto constam obras de novos talentos como também de artistas com percursos já firmados. “O Afonso Marques que é de design começou agora a pintar enquanto que o Diogo Pontes é um pintor que trabalha há pelo menos 10 anos”, especificou Vasco Cavalheiro que tem uma peça de cerâmica nesta mostra. “Primeira Mão” pode ser vista até ao próximo dia 25 de julho.
nnarciso@gazetadascaldas.pt

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