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ESAD.CR descontente por causa da passagem do IPL a Universidade

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Um auditório cheio para debater as questões que afetarão os docentes com a passagem da ESAD.CR a universidade

Alunos unem-se aos professores que temem futuro profissional. Reunião com presidente foi cancelada

Estava prevista a realização de uma reunião entre professores da ESAD.CR e o presidente do ainda Instituto Politécnico de Leiria (IPL) que em breve passará a ser a Universidade de Leiria e Oeste, que foi recentemente aprovado em Conselho de Ministros. A muito pouco tempo da hora marcada chegou um e-mail institucional para os elementos da ESAD.CR que anunciava o cancelamento da dita reunião por causa de “um imprevisto”.

Os docentes da ESAD.CR juntaram-se na mesma e não havia uma cadeira vaga no Auditório da escola. Ao todo, 130 docentes e alunos estiveram reunidos para falar da situação atual que os afeta e o que poderão fazer, já que é escassa a informação com que podem contar. Os docentes da ESAD.CR já foram recebidos pela Comissão da Educação do Parlamento onde tiveram a oportunidade de expor a situação.

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O problema prende-se com o facto das carreiras dos docentes do ensino politécnico e dos docentes universitários terem regimes jurídicos diferentes e de o título de especialista só existir nos politécnicos. Os docentes que não possuem doutoramento temem reduções salariais e nalguns casos até o risco de despedimento. António Costa é professor coordenador na área do Design e é também um dos signatários da carta aberta escrita recentemente em defesa dos docentes especializados, preocupados com o seu futuro profissional que poderá estar em causa com esta alteração.

“Creio que o presidente não quis assumir o confronto”, disse o docente à Gazeta das Caldas. Na ESAD.CR esteve ainda o pró-presidente do IPL Nuno Almeida mas este responsável acabou por se ir embora sem falar com ninguém do corpo docente da escola de artes caldense.

Na sessão estiveram alunos que quiseram expressar o seu apoio aos docentes em luta. Elizabete Gonçalves e Sofia Mingaleeva, que frequentam o mestrado de Artes Plásticas deram a conhecer que “estamos convosco e se for preciso fechamos a escola!”. Segundo as estudantes, após a reunião com o presidente do IPL estava previsto trazer um cartaz de reivindicação, que foi colocado no exterior do auditório. Também queriam entregar em mãos uma carta onde dão a conhecer que “estamos alinhados com os docentes que reivindicam um enquadramento especifico para o ensino artístico”.

Levanta-se a hipótese de realizar protestos em Leiria e nas Caldas pois consideram que há “desinteresse por esta escola”, remataram.

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