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Mulheres distinguidas na autarquia

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A mostra que dá a conhecer as distinguidas está patente no mês de agosto

A luta de várias mulheres pelo mundo pode ser conhecida numa exposição patente no edifício da autarquia

Quem entra no hall do edifício dos atuais Paços do Concelho depara-se com grandes posteres com rostos de mulheres de vários países do mundo. Trata-se de uma exposição que dá a conhecer quem são as laureadas com o prémio Sakharov, atribuído pela União Europeia. Esta é a mais alta distinção atribuída pela UE em reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol dos direitos humanos.

Representadas na mostra na mostra estão mulheres como Aung San Suu Kyi (Mianmar), que é uma política, ativista e Prémio Nobel da Paz birmanesa. É também líder da Liga Nacional pela Democracia e ex-Conselheira de Estado de Mianmar e Malala Yousafzai que é uma ativista paquistanesa, baleada por Jovem ativista baleada pelos talibãs por defender o direito das raparigas à educação. É a pessoa mais nova a ser laureada também com um Prémio Nobel da paz.

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Entre outras distinguidas contam-se por exemplo Leyla Zana, a primeira mulher curda no Parlamento turco, presa pela defesa pacífica dos direitos do seu povo ou ainda a argelina Salima Ghezali.A jornalista e ativista lutou pelos direitos das mulheres e pela liberdade de imprensa.

A mostra é especialmente dedicada ao ativismo feminino e aborda causas como a luta contra regimes ditatoriais, o extremismo religioso, a luta em prol da emancipação das mulheres e o direito à educação como pilar básico de uma sociedade mais justa e pacífica.

Desenvolvida em parceira com o Gabinete do Parlamento Europeu e com o Centro Europe Direct Oeste e Vale do Tejo, esta exposição relembra e homenageia as várias mulheres premiadas.

O prémio Sakharov foi criado em 1988 e atribuído, pela primeira vez, a Nelson Mandela e Anatoli Marchenko e distingue indivíduos, grupos e organizações que contribuem para a defesa da liberdade de pensamento, da liberdade de expressão, dos direitos das minorias, do respeito pelo direito internacional, do aprofundamento da democracia e do primado do Estado de direito. Esta distinção já foi atribuída a dissidentes, dirigentes políticos, jornalistas, advogados, ativistas dos direitos cívicos, escritores, mães, esposas, dirigentes de minorias, militantes pacifistas, um ativista contra a tortura, um cartoonista, prisioneiros de consciência que cumpriram uma longa pena de prisão, um realizador de cinema, a ONU enquanto organismo e até a uma jovem defensora do direito à educação. O Parlamento Europeu atribui o Prémio Sakharov, no valor de 50 mil euros, numa cerimónia solene que se realiza durante uma sessão plenária, em Estrasburgo, no fim do ano. Mostra patente até 26 de agosto.

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