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Obras de artista caldense vão estar em Feira de arte em Itália

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O artista caldense vai estar representado na Feira de Arte Contemporânea italiana

Francisco Tonelo destaca a oportunidade de internacionalizar o seu trabalho

O caldense Francisco Tonelo vai participar na Cremona Art Fair, no norte de Itália, entre os dias 8 e 10 de maio.

Marcará presença através da galeria lisboeta, Braço Perna 44, que o representa, em conjunto com outros artistas como Tomás Toste, seu colega de mestrado em Artes Plásticas na ESAD.CR, e que também é representado por aquela galeria.

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Além dos dois autores, a Galeria que tem sede em Lisboa levará também obras de Run Jiang, André Almeida e Sousa, Fernando Mesquita e Ângela Dias.

”Estou super feliz com esta oportunidade de poder internacionalizar o meu trabalho”, disse o autor, de 24 anos, igualmente satisfeito com a forma como foi acolhido pela Galeria Braço Perna que o representa desde fevereiro de 2026.

Até Itália vão viajar cerca de 15 trabalhos deste artista, sobre papel e sobre lona de algodão. Vai estar presente uma nova série de pinturas designada “As aventuras do pintor” feita a preto e branco e que o artista diz que se dedica a refletir sobre os mais variados aspetos da vida de um pintor. Retrata também questões técnicas relacionadas com a pintura e também com movimentos artísticos.

O facto dos seus trabalhos poderem ser vistos por terras italianas é algo que o entusiasma pois “será ótimo que as minhas pinturas possam dialogar com as de outros artistas que também admiro. Estou mesmo super grato por isso”, além da possibilidade de os poder vender a um público internacional.

Francisco Tonelo vive nas Caldas e, além do seu trabalho artístico, também se dedica a uma outra vertente: a pintura relacionada com a construção civil, em parceria com um colega.

“Estou interessado em explorar várias vertentes da pintura, mesmo em trabalhos que são mais repetitivos e mecânicos”, contou o artista. Francisco Tonelo referiu ainda com orgulho que faz trabalho de voluntariado na Ordem do Trevo.

Francisco Tonelo terminou o mestrado na sua terra natal e não exclui a hipótese de, mais tarde, prosseguir para doutoramento.

Por agora está focado em dar continuidade ao seu trabalho artístico com a sua galeria. Partilhou também que as suas pinturas e desenhos se inspiram “em livros que estou a ler, a quadros que vi ao vivo, a capas de álbuns que eu ouvi, a antiguidades que existem na casa antiga dos meus avós, a situações que observei na rua, entre outras coisas e acontecimentos”.
Francisco Tonelo ainda acrescentou que muitas vezes o seu trabalho “adquire uma dimensão irónica,satirizando metodologias, clichés, hábitos e até instituições”.

Neste momento, o caldense aprecia as obras de arte de Jorge Queiroz, Gonçalo Pena, a Teresa Murta, Francisca Carvalho e João Jacinto e, a nível internacional, salientou também o pintor alemão Neo Rauch.

“Após todos estes anos continuo a ter prazer em pintar” e, na sua opinião, “é uma atividade que faz sentido para mim e sobre a qual continuarei a investigar”.
Antes de passar para outros meios ou escalas, “ainda sinto que tenho muito trabalho pela frente no que diz respeito à pesquisa a nível cromático e até no que se refere às diferentes técnicas e ao conhecer melhor a própria história da pintura.

O artista caldense – que desenha, observa e pinta desde que se lembra de existir – adorou a experiência de ter tirado o mestrado na ESAD.CR que considerou “exigente” mas classificou-a como a melhor experiência académica que teve ao longo do seu percurso.
Francisco Tonelo fará uma mostra individual em 2027, em Lisboa.

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