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Morgado chegou a andar de “branco” mas foi uma das vítimas das quedas

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António Morgado vestiu a camisola branca no segundo dia de prova

António Morgado teve um início de Giro d’Italia prometedor, mas que depressa se tornou amargo depois de ter estado envolvido numa queda coletiva grave logo no segundo dia e que envolveu ainda os colegas Jay Vine, que teve que abandonar, e Adam Yates, que ficou bastante maltratado, mas continuou em prova.
As quedas marcaram mesmo os dois primeiros dias de prova em território búlgaro. Na etapa inaugural, António Morgado teve logo protagonismo ao ser um dos corredores a amealhar segundos de bonificação, dois, num dos sprints intermédios. A etapa, que teve final em pelotão compacto, foi decidida ao sprint, mas ficou marcada por uma queda coletiva na fase de lançamento do sprint que afetou quase todo o pelotão. António Morgado, pelos dois segundos bonificados, ficou classificado no sexto lugar da geral e em terceiro da classificação da juventude, tendo tido a oportunidade de cumprir a segunda etapa com a camisola branca de líder da juventude uma vez que os dois corredores à sua frente vestiram a rosa, de líder da corrida, e a “ciclamino”, de líder dos pontos.
A postura de Morgado na primeira etapa fazia sonhar os portugueses. É que a segunda etapa podia ser à medida do ciclista caldense da UAE Emirates XRG e a bonificação podia ajudá-lo a chegar simbolicamente à camisola rosa, apesar de o próprio ter negado à partida que seria dia para atacar.
No entanto, tal cenário acabou por não ser posto à prova uma vez que, numa zona com piso bastante molhado, nova queda coletiva fez estragos no pelotão, inclusivamente na UAE. Morgado foi um dos afetados, mas conseguiu prosseguir. Mesma sorte não teve Jay Vine, um dos principais corredores da equipa, que saiu do local de maca. Adam Yates, líder da equipa na ausência de João Almeida, também ficou bastante afetado e acabou por não alinhar na terceira etapa.
“A estrada estava completamente escorregadia” e “toda a gente sabia” que as condições poderiam provocar quedas, afirmou no final da etapa. Fisicamente limitado, António Morgado perdeu contacto na subida final e terminou a etapa bastante atrasado.
Apesar dos “azares” de início de Giro, a situação pode ser benéfica para os objetivos do corredor de Salir do Porto de poder disputar a vitória em etapas. Com a equipa limitada, a UAE pode virar a estratégia precisamente para a conquista de etapas, tendo já vencido a de terça-feira por Narvaez.

Zero pressão
“Para as clássicas, em que tenho que preparar a performance e tenho que estar nos grupos da frente, sim tenho pressão, mas aqui tenho zero pressão. Vou tentar aproveitar a corrida”, disse à imprensa nacional no lançamento do Giro. “A preparação não foi a melhor, mas também não estou para ganhar, nem nada disso. Então, estou muito feliz por estar à partida”, acrescentou. Morgado disse que está em Itália para ajudar os líderes da equipa, mas… “claro que se tiver uma oportunidade, não a vou desperdiçar”.

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