Também sabemos fazer bem

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Nestes tempos em que a atualidade se transforma a uma velocidade alucinante, em que ficamos para trás no radar informativo se estivermos “desligados” um par de horas, em que a cadência dos acontecimentos nos consome, temos uma tendência quase natural para apontar o que está errado, sem, contudo, enumerar aquilo que está ou foi bem feito. E para não valorizar aquilo que contribui para o nosso desenvolvimento económico, cultural e social enquanto comunidade.

Vem isto a propósito da revista, que hoje publicamos na Gazeta, dedicada às mais de três centenas de empresas PME Líder e PME Excelência do Oeste, que viram o mérito reconhecido com a atribuição daqueles galardões pelo IAPMEI e o Turismo de Portugal em 2020 e que resulta da análise das contas de 2019.
Nos últimos anos, de resto, o número de empresas que foram distinguidas na região tem vindo a crescer de forma constante, o que só pode ser visto como um bom indicador para um futuro que, todos esperamos, venha a ser mais risonho assim que a pandemia permita o regresso à normalidade. Mesmo admitindo-se que, em face dos efeitos causados pela pandemia no ano passado, a próxima edição destes prémios às PME não venha a ser tão animadora.
Uma coisa é certa: a capacidade que o tecido empresarial da região tem evidenciado nos últimos anos para se adaptar às exigências dos mercados merece ser ressalvada, porque é justa. E porque, na verdade, nem tudo vai mal no reino: afinal, também sabemos fazer bem. Os números comprovam-no.